Papinha: como e quando incluir no cardápio do bebê?

Fernanda Lima
Entenda melhor a partir de que idade seu filho já pode começar a comer papinhas e como prepará-las em casa

A partir dos seis meses de idade, o bebê já pode começar a comer papinhas de frutas ou salgadas (com legumes, verduras e proteínas)


A alimentação do bebê é uma das maiores preocupações de grande parte das mães. Não saber até que idade deve-se amamentar ou a partir de quando é permitido inserir outros tipos de alimentos no cardápio dos pequenos, são algumas dúvidas comuns entre as mamães - principalmente as de primeira viagem.

Segundo recomendação do Ministério da Saúde, até os 6 meses de idade a alimentação deve ser, exclusivamente, o aleitamento materno. Depois desse período, o leite não atende mais todas as necessidades nutricionais do bebê e é preciso começar a introduzir outros tipos de alimentos no seu cardápio, como as papinhas.

SOS da papinha: por onde começar?

Para a Dra. Ana Maria Meireles, pediatra e coordenadora do materno infantil Carelink, no caso das papinhas, é recomendado começar com as de frutas e depois de um mês, em média, introduzir as salgadas

É importante tomar cuidado ao escolher as frutas, pois nem todas são indicadas para o preparo das papinhas. Evite frutas muito ácidas, como laranja e abacaxi, assim como o morango, que costuma ser alergênico. O ideal, recomenda a Dra. Meireles, é inserir frutas mais adocicadas e sem acidez.

No caso das papinhas salgadas, o melhor é começar apenas com legumes e verduras, e depois de 4 dias introduzir as proteínas. Não é recomendado misturar ingredientes. “A mistura confunde a criança. Os alimentos novos devem ser inseridos gradativamente. Dessa maneira, é mais fácil identificar alguma intolerância ou alergia”, explica a nutricionista Gisele de Carvalho da clínica MEDPRIMUS.

O feijão, por sua vez, pode ser oferecido a partir do sétimo mês. Porém,  como se trata de um grão flatulento, a nutricionista recomenda iniciar apenas com o caldo.

Ao preparar a papinha, o mais indicado é amassar os legumes e verduras com um garfo na água do cozimento. Não existe risco da criança engasgar com pedaços pequenos, mas é importante amassar os maiores.

Segundo a nutricionista, não é aconselhado bater a papinha no liquidificador nem passá-la na peneira, pois esse utensílio pode ser fonte de contaminação devido à dificuldade de limpeza. "Além disso, a papinha líquida ou peneirada não estimula a mastigação da criança”, explica. 

Congelar, por outro lado, é permitido. As mamães que preferem cozinhar em grandes quantidades podem conservar as papinhas no freezer por 30 dias, sem que os alimentos percam os nutrientes.

Papinhas industrializadas

Na correria do dia-a-dia, nem todo mundo tem tempo de preparar as receitas, que, embora sejam simples, tomam um certo tempo. Nesse caso, algumas optam pelas papinhas prontas de supermercado. 

Esses produtos são bastante práticos, mas não devem ser consumidos de olhos fechados. É preciso sempre ler o rótulo das embalagens. A nutricionista explica que as papinhas industrializadas que não contém conservantes não prejudicam a saúde do bebê. Mas devido à consistência e ao sabor limitados, esses produtos não devem fazer parte da rotina alimentar. "Eles são indicados para passeios, viagens ou situações bem específicas”, explica.


Com ou seu tempero?

Outra polêmica entre as mães é o uso do sal e  temperos nas papinhas caseiras. Como sódio costuma ser o vilão em várias dietas alimentares, muitas mães preferem não inclui-lo no preparo. Segundo a pediatra, entretanto, ele pode ser introduzido a partir do oitavo mês. Para variar nos temperos, Dra Meireles, aconselha salsinha, tomate e cebola. 

Pimentas, condimentos e caldos industrializados não devem ser usados, explica Gislaine Donelli, nutricionista do Empório da Papinha. Ela também recomenda que o mel seja oferecido apenas a partir dos 12 meses, devido ao risco de contaminação por botulismo. “Castanhas e frutos do mar também devem ser evitados, principalmente se houver casos de alergias na família”, finaliza.

Confira as receitas da pediatra e da nutricionista:














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