Sling: conheça a alternativa para carregar o bebê junto ao corpo

Ana Paula Cardoso
Saiba as vantagens e desvantagens do uso do sling, a tipoia para amarrar os bebês no colo que têm se tornado uma opção cada vez mais usada pelos pais

Sling: a opção segura e carinhosa de carregar os bebês.


Facilidade para transportar o bebês e o aconchego de mantê-lo pertinho, rente ao corpo e com toda a segurança. Estes têm sido os principais motivos que levam os pais a optarem cada vez mais pelo sling, que virou uma alternativa ao carrinho de bebê para transportar as crianças. O termo em inglês é uma tradução ao pé da letra da palavra tipoia, em português.

Os pais modernos foram resgatar este hábito que existe desde a pré-história, quando tribos nômades já usavam slings de pele para se deslocarem com crianças pequenas. Tribos indígenas de regiões da Bolívia e Peru viraram até imagens de cartão postal com seus slings coloridos.

Por isso, mais que uma moda, o sling virou sinônimo de comodidade:  na vida prática contemporânea, este acessório voltou com força total por uma série de fatores. Desde a segurança dos pais (é mais confortável ter os filhos bem pertinho em cidades grandes e violentas) até a facilidade de deslocamento em ambientes nem sempre favoráveis aos carrinhos. 

O uso do sling também tem se tornado popular por ser uma forma de manter o bebê perto do corpo da mãe ou pai, sentindo seu calor, reforçando o vínculo, a comunicação e o carinho. Sem contar que a pessoa carrega o bebê e pode fazer tarefas simples, pois está com as mãos e braços livres.

Facilidade de locomoção com o sling

Para a jornalista Renata Leite, mãe do menino Bali, de 10 meses, o sling é uma "alternativa maravilhosa para transportar o bebê". Especialmente na cidade em que mora, o Rio de Janeiro, onde as calçadas são mal conservadas e não contam com rampa para acesso com carrinho. 

"As estações de metrô não têm elevadores e, quando têm, parecem de carga. São quentes, lentos. Em shopings, circulação é feita prioritariamente por escadas rolantes. Esses são grandes obstáculos para o carrinho, principalmente quando se está sozinha com o bebê", diz a jornalista.

Adepta do sling desde quando o filho era um recém-nascido, Renata conta que, apesar do peso ficar sobre as costas e a lombar, o transporte é simplificado e também a criança fica mais calma. "O bebê fica bem mais tranquilo do que no carrinho, afinal está pele a pele com a mãe ou o pai", conta.

O jornalista Natanael Damasceno o filho Bali, de 10 meses, carregado em uma mochila especial para carregar bebês.


Dificuldades no uso do sling

Uma das reclamação das mães, mesmo simpatizantes deste tipo de  tipoia, é o fato do sling não ser tão simples de usar. "As dificuldades não são grandes quando a amarração é feita no conforto e na tranquilidade do lar, mas, na rua, tudo fica mais complexo", conta a mãe de Bali. 

É preciso deixar o bebê sobre alguma superfície segura enquanto prepara a amarração e ter calma para apertar prega por prega do tecido. Se o bebê decide sair do sling no meio de uma caminhada, o ideal é tentar distrai-lo ou convencê-lo a ficar ali, porque não será fácil recolocá-lo no pano no meio da rua quando se está sozinho.

Outro desafio do sling é encontrar o pano ideal. Há uma corrente forte no Brasil que defende o uso de tecidos rígidos como a sarja cruzada. Mas a maioria dos slings à venda no país ainda são de malha. "Estes realmente só costumam funcionam com recém-nascidos, que são bem leves. Se o bebê começa a pesar um pouquinho mais, esse tipo de tecido (malha) tende a ceder muito", conta Renata leite.

Sling de argola e a mochila

O tipo mais conhecido é o sling de argola, que é uma peça grande de tecido, com duas argolas em cada ponta. Por meio do sling de argola, é possível usar diversas formas de amarração, especialmente com recém-nascidos e bebês com até 20 quilos.

A partir dos seis meses, depois que o pequeno já consegue sentar, é possível usar a chamada mochila para carregar o bebê. Esta mochila tem a vantagem de tirar e colocar o bebê com a maior facilidade, em qualquer lugar, sem amarrações. É importante lembrar que este acessório deve ser ergonômico, para evitar desconfortos ou problemas futuros na coluna do bebê.

Para as mães e pais que ainda têm dúvidas sobre a utilização deste tipo de transporte para os bebês, existem grupos de apoio para trocas de experiências. Conversar com um pediatra também é fundamental antes de optar pelo sling. 

"Toda vez que alguém me pergunta sobre sling eu digo para seguir o grupo do Facebook Bem Carregar Bebê Brasil. Lá tem todas as informações que qualquer mãe precisa: tipos de tecido, tipos de amarração etc. Há dados importantes sobre ergonomia também, sobre como deve ficar a coluna do bebê", indica a jornalista Renata Leite.
 
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