Cólicas em bebês: veja as principais causas e saiba como amenizar o problema

Ana Paula Cardoso

Uma das principais causas de estresse de pais e mães, a cólica em bebês é muito comum e ocorre principalmente na fase de aleitamento

Cólica em bebê pode ser amenizada com alguns cuidados. © iStockphoto.com


Origem da angústia de pais e mães durante os primeiros meses de vida dos filhos, a cólica em bebês é uma síndrome ainda sem causa específica comprovada, mas que, para tranquilidade dos pais, dificilmente está relacionada com alguma patologia. Com tendência a serem mais frequentes à noite, em geral, é associada ao leite utilizado na alimentação do bebê.

"Muito comum, a cólica em bebê inicia-se em torno da segunda semana no período neonatal (que vai até 28 dias de vida) e desaparece espontaneamente por volta do quarto mês de vida", explica o Dr. José Gonçalves Mataruna, especialista em clínica médica e pediatria.  

De acordo com estudos, as cólicas em bebês estariam mais relacionadas à adaptação do novo ser às condições ambientais, extrauterinas. "Podem ser por má digestão do leite, e formação de excesso de gases, ou por acúmulo de ar nos intestinos, ingerido durante a mamada ou choro", acrescenta o Dr. Mataruna.

"Justamente para evitar o acúmulo de ar no estômago (que depois pode passar para os intestinos, produzir distensão de alças intestinais e cólicas) é que colocamos o bebê para arrotar depois das mamadas", completa o médico.  

De acordo com o Dicionário de Medicina Natural (Editora Reader's Digest), as crianças amamentadas pelo leite materno estariam menos propensas a sofrerem com gases ou qualquer tipo de desconforto gastrointestinal. Desde que as mães tenham alimentação adequada durante a amamentação.

Principais orientações sobre cólicas em bebê

Independente de as crianças serem ou não amamentadas no peito, a boa notícia é que cólica desaparece após o quarto mês de vida. Porém, até essa fase, pode ser angustiante. 

"A cólica em bebê pode ser é caracterizada por crises de grande irritabilidade, agitação ou choro. Dura pelo menos três horas por dia, mais de três dias na semana, durante um mínimo de três semanas", descreve o pediatra.

De acordo com o Dr. Mataruna, algumas orientações são essenciais para minimizar as cólicas, consideradas fatores de grande estresse para as mães e todos os cuidadores da criança. São elas:

  • Não recorrer imediatamente à troca do leite materno por fórmulas infantis;
  • Não oferecer chás de ervas;
  • Informar-se sobre a pega mamária correta;
  • Fazer massagens abdominais e compressas mornas no bebê;
  • Para as mamães que amamentam, optar por uma dieta mais equilibrada.

De acordo com o especialista, caso essas medidas não se mostrem eficazes, pode ser usada a simeticona (antigases), nome genérico do medicamento de marca Luftal. E se a cólica vier acompanhada de vômitos, diarreias ou sinais de sangue nas fezes, o médico pediatra deve ser imediatamente consultado.

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