Entenda o teste do pezinho e conheça sua importância

Ana Paula Cardoso

Procedimento realizado no recém-nascido detecta doenças congênitas

Teste do pezinho leva a descobrir doenças genéticas precocemente. © iStockphoto.com


O famoso teste do pezinho é, por definição, um exame de triagem neonatal com o objetivo de detectar doenças congênitas. Muito importante para descobrir precocemente distúrbios genéticos, metabólicos, infecciosos, endócrinos e outros que possam prejudicar o desenvolvimento somático, neurológico e/ou psíquico do recém-nascido.

O procedimento é um direito de toda criança - e obrigação de pais e médicos.  "Todo recém-nascido precisa fazer o exame e todo hospital ou maternidade é obrigado a fazer, com a autorização do médico responsável", confirma a  Dra. Danielle Negri, pediatra da maternidade carioca Perinatal.

A médica completa ainda que o teste do pezinho deve ser feito no mínimo com 48 horas de vida. "Pois o bebê deve estar mamando e deve ter ingerido pelo menos 2g de proteína por quilo do bebê, seja pelo leite materno ou por fórmula", completa a pediatra da Petinatal.

Importância do teste do pezinho

O médico e pediatra José Gonçalves Mataruna lembra ainda que o teste do pezinho faz parte do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN) do Ministério da Saúde (MS). O PNTN, através da Portaria Ministerial nº 822, de 06/06/2001 do MS, determina a gratuidade e obrigatoriedade da realização do teste para detectar as seguintes anomalias:

  • fenilcetonúria; 
  • hipotireoidismo congênito;
  • doenças como anemias falciformes e outras hemoglobinopatias;
  • fibrose cística. 

"A gratuidade do exame não é estendida à outras modalidades do teste do pezinho (ampliado, plus e máster). O teste ampliado e os demais são recomendados no caso de suspeita de doença hereditária na família ou de ser um recém-nascido de risco, por exemplo, por exposição intrauterina a infecções como toxoplasmose, sífilis, citomegalovírus, doença de Chagas ou AIDS", explica o Dr. Mataruna.

Como é feito o teste do pezinho

Em geral o teste é feito ainda na maternidade e não há nenhum risco para o bebê. São colhidas algumas gotinhas de sangue do calcanhar do recém-nascido, porque ali é uma região bastante vascularizada, por isso é chamado de teste do pezinho. Basta um único furo com agulha e é praticamente indolor. 

Muitos pais se preocupam com o procedimento, acreditando que ele possa vir a machucar o bebê. Mas os pediatras ouvidos para este artigo são categóricos: o risco maior é não fazê-lo e, assim, não detectar uma doença potencialmente tratável.

"A detecção precoce de distúrbios, através do teste do pezinho, permite que o médico institua o seu tratamento o mais rápido possível, prevenindo, assim, o desenvolvimento de sequelas graves", reforça o pediatra José Mataruna. 

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