Refluxo em bebês: saiba quando isso pode ser um problema

Daniel Navas

Nos primeiros seis meses de vida, é bastante comum o refluxo em bebês, mas o problema pode se agravar e é preciso ficar atento aos sintomas

As principais manifestações do refluxo em bebê são: regurgitações, vômitos, irritabilidade e recusa alimentar. © iStockphoto.com/Katarzyna Bialasiewicz photographee.eu


Durante o primeiro ano de vida da criança, principalmente nos primeiros seis meses, é bastante comum o aparecimento do refluxo em bebês. Na maioria das vezes, o problema se dá devido a uma menor maturidade do esfíncter, que encontra-se mais frouxo.

O esfíncter que tem por função impedir o refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago. “Com o passar do tempo, essa imaturidade vai melhorando e o esfíncter se torna mais forte, o que melhora os mecanismos antirrefluxo”, conta Vania Sonja Villela, gastroenterologista pediátrica do Hospital Assunção, em São Bernardo do Campo.

Dessa maneira, é possível dizer que a criança está livre do problema. Mas nem sempre o refluxo em bebês desaparece conforme a idade avança. Aí será preciso identificar as causas.

"O rfluxo pode ser causado também pela alimentação em excesso, ingestão de grande quantidade de ar durante a alimentação, não arrotar corretamente após a mamada e ser colocado na horizontal imediatamente após o aleitamento", alerta Arthur Fonseca, pediatra e diretor médico do Hospital Daniel Lipp, no Rio de Janeiro.

Saiba identificar o refluxo

O refluxo em bebês pode se manifestar por regurgitação, vômito, dor abdominal e recusa alimentar, que, como consequência, pode levar à desnutrição e esofagite em casos mais graves.

“Um refluxo com eliminação de pequena quantidade de leite pode ser considerado tolerável, mas a eliminação frequente e de grandes quantidades de leite deve ser comunicada ao médico”, aponta Fonseca.

Algumas vezes, o líquido refundido, com ou sem eliminação pela boca, pode ser aspirado para a traqueia e pulmão. Nestes casos, além dos sinais já citados, podem existir sintomas respiratórios semelhante a asma com falta de ar e chiado no peito.

Cuidados com a criança

Para evitar ao máximo o refluxo em bebês, o ideal é, após a mamada, fazer com que a criança arrote corretamente, não ficar na posição horizontal logo após se alimentar, impedir a ingestão de ar por intermédio de uma pega no seio e não alimentar em demasia o bebê.

Outras dicas interessantes são: 

  • colocar a criança deitada em 45 graus e de barriga para cima;
  • uso de leites especiais que apresentam maior densidade e possam passar mais rapidamente pelo estômago em direção ao intestino; 
  • uso de medicamentos que ajudem a impulsionar o alimento mais rapidamente para baixo.  “Tal cuidado, inclusive, é muito importante para se evitar que esta regurgitação leve à morte súbita durante o sono”, aponta Clay Brites, pediatra e neuropediatra do Instituto NeuroSaber, no Paraná.

Dessa forma, diminuem as chances de dar refluxo em bebês. E, claro, se o problema persistir, ou se junto com o refluxo tiver outros sinais, é importante comunicar ao pediatra para que ele faça uma avaliação mais criteriosa e indique o melhor tratamento.

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