Bronzeamento artificial: conheça as alternativas mais seguras

Jessica Krieger
Bronzeamento a jato e autobronzeadores são opções para deixar a pele com a cor desejada e de maneira mais saudável

Conheça os tipos de bronzeamento artificial seguros à saúde da pele.


Quando o assunto é bronzeamento, os dermatologistas advertem: natural ou artificial, este procedimento acarreta danos à saúde, levando a consequências como envelhecimento precoce e até câncer de pele. Os raios UVA, provenientes do sol ou câmaras especiais, penetram profundamente na pele, atingindo o DNA e alterando as fibras elásticas e colágenas. O resultado? Provocam rugas, perda da elasticidade e manchas. 

Por isso, as câmaras de bronzeamento artificial, tão populares no Brasil nos anos 90 e início dos anos 2000, estão proibidas pela ANVISA desde 2009.  “Isso porque a Agência Internacional para a Pesquisa sobre o Câncer colocou a exposição de raios ultravioletas na lista de práticas e produtos que poderiam causar malefícios a saúde como o câncer de pele, banindo os estabelecimentos que ofereciam este serviço”, explica a dermatologista Larissa Viana. 


Opções mais seguras

Mas, para as mulheres que desejam uma cor bonita durante todo o ano, existem alternativas mais seguras (e saudáveis) para manter o bronzeado sem precisar se expor ao sol. Entre as opções mais populares disponíveis no mercado estão o bronzeamento a jato, realizado em clínicas especializadas, e os autobronzeadores, que podem ser facilmente usados em casa. 

Estas duas formas de bronzeamento artificial funcionam com pigmentos que se fixam na camada mais superficial da pele. E são mais seguros porque, em seu processo de aplicação, não envolvem a radiação ultravioleta. Abaixo, confira os prós e contras de cada uma destas opções.


Autobronzeadores 

Alexandre Filippo, dermatologista da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, acredita que o bronzeamento artificial considerado saudável é o uso de autobronzeadores. Em creme ou spray, estes produtos trazem pigmentos específicos e que podem ser aplicados em casa mesmo, acordo com a necessidade de cada um. “Usa-se uma, duas, três camadas, até se chegar ao ponto ideal. A desvantagem é mantê-lo, uma vez que a pele se renova a cada 15 dias”, explica. 

Filippo diz que, em áreas com a pele mais grossa, como cotovelos e joelhos, por exemplo, pode haver um acúmulo maior de produto. Este é o motivo pelo qual os profissionais recomendam que seja feita uma esfoliação antes da aplicação. “A maior vantagem é que ele não agride as células, como é o caso do ultravioleta. Vale lembrar que o uso é seguro, exceto em pessoas que possam apresentar alguma alergia”, completa. 

Antes de usar, é importante fazer um teste para ver se existe a possibilidade de reações alérgicas e, quando escolher o produto, escolha aqueles oil free para evitar a acne – especialmente no rosto. 


Bronzeamento a jato 

Bronzeamento a jato: pigmentos na parte superficial da pele deixam a cor em dia.


No caso do bronzeamento a jato, não é possível realizar o procedimento em casa. Uma segunda pessoa, no caso um profissional especializado, precisa manusear o aparelho que pulveriza a cor desejada. É como uma pistola de aerografia que vai depositando pigmentos a jato sobre o corpo.

“Assim como o autobronzeador, o bronzeamento a jato também é realizado com a dihidroxiacetona e a principal diferença é a forma de aplicação, que costuma deixar uma cor mais uniforme. Costuma durar em torno de 7 dias”, analisa Aline Pantano Marcassi, dermatologista do Amato – Instituto de Medicina Avançada, de São Paulo. 

Outra vantagem é que o bronzeamento pode ser feito em qualquer tipo de pele. “As principais contraindicações são hipersensibilidade conhecida ao produto e pessoas com dermatites ou outras doenças cutâneas em atividade que a pessoa pode ter”, acrescenta Aline. Uma sessão pode durar até uma hora e custar de R$ 50 a R$ 150 – dependendo da região do país.


Dicas para um bronzeamento saudável

As mulheres que não abrem mão de pele bronzeada em qualquer ocasião devem utilizar estes métodos que não usam a radiação ultravioleta e não prejudicam a saúde da pele. Mas, para aquelas que insistem em tomar sol todos os meses do ano, a dermatologista Larissa Viana dá algumas dicas preciosas para um bronzeado saudável: 

  • Use fator de proteção solar 30 e, se preferir, acelerados de bronzeamento em conjunto;
  • Procure tomar sol em horários de menos exposição UV – antes das 9 e após às 16 horas;
  • Locais como a face, mãos e colo devem receber filtros maiores com proteção UVA e UVB;
  • Alimentos ricos em luteínna, licopeno, vitamina C, vitamina E preparam a pele para o bronzeado e conseguem evitar alguns dados solares nas células, evitando o envelhecimento precoce; 
  • Dietas com frutas, verduras e legumes como mamão, cenoura, pimentão, abobora, brócolis, entre outros, que são ricos em betacaroteno, também ajudam a manter o bronzeado;
  • Outras substancias também ajudam a evitar que as manchas de pele piorem como o picnogenol, oli ola, polypodium leucotomus, mas deve-se tomar antes do verão com acompanhamento médico. 
Copyright foto: iStock

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