Saiba tudo sobre a técnica do lifiting facial

Ana Paula Cardoso
Especialista explica como é feito e para quem é indicado o lifiting facial,  procedimento estético que corrige a flacidez do rosto

Lifiting facial: conheça mais sobre essa cirurgia estética e saiba como ela funciona.


O lifiting facial é um tipo de cirurgia estética capaz de corrigir a flacidez dos tecidos do rosto. Como o próprio nome sugere, lifting - que em inglês significa elevação, suspensão - este procedimento é indicado para reparar os problemas de falta de sustentação da pele e musculatura, causados pelo envelhecimento além da perda de peso rápida e excessiva.

“O lifting facial é sim uma cirurgia, que é realizada sob anestesia local e sedação ou anestesia geral. Portanto, a internação do paciente é necessária, assim como a presença do médico anestesista. É realizada em hospitais ou em clínicas com toda a infraestrutura. Não pode ser realizada no consultório”, explica a Dra. Monica Okamoto, cirurgiã plástica e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

Segundo a médica, para obter um resultado mais harmônico com o lifiting facial, normalmente se associa este procedimento a outras cirurgias, como de pálpebras, blefaroplastia. Caso não seja feita a suavização das pálpebras, por exemplo, corre-se o risco de haver um contraste estético na aparência, com o rosto jovial e olhos envelhecidos.

Indicações para realizar o lifiting facial

Na prática, esta cirurgia facial é feita por meio de um corte, seguido de um descolamento do tecido mais profundo da pele. Depois, suspende-se estas estruturas com suturas, trazendo-as aos seus ‘lugares originais’. Desta forma, o lifiting facial confere ao rosto um aspecto mais viçoso e menos cansado.

A técnica pode ser restrita à parte média e inferior da face onde é mais eficaz para corrigir bochechas caídas ou a conhecida 'papada'. Mas, também pode ser realizada na fronte, a fim de eliminar as rugas da testa“Esta última cirurgia tem sido menos realizada depois do advento da toxina botulínica (botox), técnica com a qual se consegue  resultados bem próximos aos cirúrgicos  com um tempo de recuperação zero”, lembra a Dra. Monica.

De acordo com a cirurgiã plástica, o lifting facial propõe a melhoria das seguintes condições do rosto - em maior ou menor grau e respeitando as particularidades de cada paciente:

• Flacidez no terço médio da face;
• Vincos profundos ao longo do nariz, que se estendem ao canto da boca;
• Gordura que tenha baixado ou sido deslocada;
• Perda de tônus muscular na face inferior, podendo causar papada;
• Pele frouxa e excesso de depósitos de gordura sob o queixo e a mandíbula.

Contraindicações e recuperação 

As contraindicações são semelhantes àquelas da maioria das cirurgias plásticas. As principais restrições para realizar o lifiting facial são as chamadas doenças de base descompensadas como diabetes, hipertensão e doenças autoimunes, como o Lúpus, por exemplo. 

“O tabagismo, infecções na pele e outros problemas no local onde se pretende operar também prejudicam os resultados do lifiting facial. Expectativas não realistas de resultados devem ser observadas para se evitar insatisfações futuras”, alerta a Dra. Monica Okamoto.

Nos primeiros dias após a realização do lifiting facial costuma haver bastante edema (inchaço) e as equimoses (os roxinhos) ainda não desapareceram. Por volta do vigésimo dia após a cirurgia, o aspecto vai melhorando lentamente. 

“Neste período deve-se evitar se expor ao calor e ao sol, pois a radiação ultravioleta pode manchar a pele, principalmente se ainda tiver equimoses (os roxos), que podem ficar tatuadas”, orienta a médica.
 
O repouso em casa é recomendado na primeira semana após a cirurgia. E, logo após a retirada dos curativos, é aconselhável o uso dos filtros solares. Após seis meses, a paciente já pode tomar sol com menos danos ao resultado do lifiting facial, mas nunca sem protetor solar. “O aspecto da face  vai ficando cada vez melhor e em cerca de três meses já se tem o resultado definitivo do lifiting facial”, diz a Dra. Monica Okamoto

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