Radiofrequência: conheça melhor este versátil tratamento estético

Etiene Resende

Técnica que gera calor no tecido abaixo da pele e ativa a produção de fibras de colágeno possui diversas indicações, entre elas a redução de gordura localizada

radiofrequência
Tratamento é versátil e se tornou um grande aliado da beleza. © iStockphoto/Sasha_Litt


A radiofrequência é o tratamento que se tornou grande aliado da beleza, pois pode ser aplicada no combate à flacidez da pele, redução de rugas e da celulite, bem como para tratar cicatrizes de acne e também estrias. É por isso que vem ganhando cada vez mais adeptas.

De acordo com a dermatologista Amanda Braga dos Reis, a técnica consiste na utilização de disparos de radiofrequência nas áreas a serem tratadas. Estas correntes possuem uma tensão aproximada de 30 mil a 40 mil volts, com alta frequência, que pode variar entre 1560 a 2000 kilohertz.

“É a aplicação bem direcionada destas correntes que produzem calor nos tecidos que estão localizados abaixo da pele, produzindo assim o calor que vai induzir a produção de novas fibras de colágeno”, explica a especialista. Desta forma é natural que haja uma melhoria significativa no aspecto geral da pele.

Como é uma seção de radioterapia?

Em um primeiro momento o especialista irá avaliar de maneira cuidadosa todos os aspectos da pele e identificar aqueles que podem ser tratados com a radioterapia. Sua aplicação é simples, começando pela higienização normal da pele, sendo aplicado um gel de condução (para tratamentos faciais) ou vaselina (nas demais partes do corpo).

Em seguida devem ser posicionados na pele os aplicadores, dando início assim à realização dos disparos de radiofrequência. O objetivo é elevar a temperatura subcutânea da pele até entre 39°C e 42°C, mantendo assim por um período de 14 minutos. Cada seção dura entre 45 minutos e 1 hora, sendo encerrada com a retirada dos aplicadores e limpeza da pele.

“Vale lembrar que durante a seção é feita frequentemente uma medição da temperatura da pele, como forma de garantir que não ultrapasse os 42ºC”, destaca a dermatologista. A aplicação da radiofrequência pode ser realizada em qualquer parte do corpo, com exceção apenas da região onde está localizada a tireoide.

Como o corpo reage ao tratamento?

Ao se aquecer o tecido abaixo da pele a uma temperatura superior à normal, acontece uma contração imediata do colágeno, o que leva a uma remodelação das fibras de colágeno e elastina que já existem. Isso faz com que haja um incentivo extra para que os fibroblastos comecem imediatamente a produzir novo colágeno.

Além dos tratamentos já citados acima, a radiofrequência pode ser indicada também para a redução de gordura localizada. Isso porque durante a aplicação ela atinge também a célula de gordura, ajudando a melhorar o metabolismo. “Isso faz com que aumente a oferta e a difusão dos nutrientes, reduzindo o estoque de triglicérides (energia) e possibilitando a redução de medidas”, explica.

Dois tipos de radiofrequência

Existem dois tipos diferentes de radiofrequência, sendo uma delas a radiofrequência monopolar. Trata-se de uma corrente elétrica emitida por meio de um eletrodo aplicado diretamente na área de tratamento e que retorna novamente ao gerador por meio de outro eletrodo também posicionado na pele. É o caso do aparelho Spectra da marca Tonederm, e o Thermage, que podem atingir até 6mm de profundidade.

Já a chamada radiofrequência bipolar, a saída e o retorno da radiofrequência acontece na própria ponteira do aplicador, o que gera um efeito mais superficial em relação ao primeiro (máximo 2mm de profundidade). Entre os aparelhos mais utilizados está o Accent, da marca Alma Lasers.

Contraindicações

De maneira geral, qualquer pessoa pode se submeter ao tratamento com radiofrequência. Segundo Amanda Braga dos Reis, as únicas contraindicações são nos casos de pessoas que sofrem de:

  • Doença de pele (na área a ser tratada);
  • Uso de marca-passo, desfibrilador, ou qualquer implante eletrônico;
  • Coagulopatias (distúrbios da coagulação sanguínea);
  • Sangramento excessivo ou hematomas;
  • Histórico de trombose profunda;
  • Uso de isotretinoína nos últimos seis meses;
  • Tumores malignos ativos ou recentes;
  • Doenças da tireoide descontrolada;
  • Histórico de doenças estimuladas pelo calor (como herpes, por exemplo), no local a ser tratado;
  • Desordem endócrina, como diabetes e HIV;
  • Mulheres que usam o DIU (contraindicação para aplicação na região abdominal).

Os valores podem variar entre R$ 60,00 e R$ 100,00, dependendo da localidade e do estabelecimento onde será feito o tratamento com a radiofrequência. Os resultados começam a ser percebidos a partir da segunda ou terceira seção. Vale lembrar que somente um especialista capacitado poderá aplicar a técnica de maneira segura e eficaz.

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