Probióticos faciais são novidade em tratamentos para a pele

Priscila Pegatin

Também conhecidos como "bactérias do bem", os probióticos podem ser usados para tratar acne, rosácea e dermatite

Os fungos ativos criam barreira de proteção na pele. © iStockphoto.com/mirelabella


Você já deve ter ouvido falar dos probióticos, conjunto de bactérias e fungos benéfico ao corpo humano. Eles são encontrados, por exemplo, em leites fermentados, iogurtes e queijos, e indicados para o bom funcionamento do intestino. A novidade é que essas "bactérias do bem", como também são conhecidos, agora podem ser encontradas nas prateleiras de cosméticos. 

No universo da beleza, os probióticos têm sido usados em tratamentos faciais contra acne, rosácea, dermatite, principalmente atópica, e também para evitar o envelhecimento da pele.

Como os probióticos funcionam?

Para entender como os probióticos agem, é preciso lembrar que na derme se encontram milhares de bactérias e fungos. “A pele é a primeira barreira contra os microrganismos. Nela encontramos uma infinidade de bactérias, mas que em equilíbrio, evitam infecções e doenças cutâneas”, explica Meire Brasil Parada, dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

No entanto, devido a hábitos que agridem a pele, como o uso de sabonetes antissépticos ou exposição solar sem proteção, alguns microrganismos perdem força abrindo caminho para a proliferação de bactérias que prejudicam a pele. O probióticos surgem, então, como uma solução para reequilibrar esses microrganismos e proteger a cútis.

A especialista ressalta, entretanto, que para alcançar esses benefícios, os probióticos devem estar ativos, ou seja, eles devem chegar vivos à pele. 

Escolhendo o produto certo

Os cosméticos com probióticos podem ser encontrados em forma de sérum, fluído, spray, máscara, hidratante ou espuma faciais. A escolha do produto depende do tipo de tratamento procurado, pois as bactérias ou fungos presentes nos produtos podem variar. E cada microrganismo traz benefícios distintos. 

“O tratamento antiacne é de extrato de um fungo chamado Sacharomyces cerevisae, e usado em sérum ou fluidos, como barreira de proteção cutânea. Também tem o fungo Bifidobacterium longum que ajuda na redução da sensibilidade e eritema da pele”, exemplifica a dermatologista. 

Por conterem bactérias já existentes na pele, dificilmente um cosmético com probióticos leva a reações alérgicas, mas a dermatologista alerta: “como todo produto dermatológico o melhor é fazer uso com a indicação de um especialista, pois [o cosmético com uso de probióticos] é um assunto  ainda em desenvolvimento que tem e precisa de muitos estudos e pesquisa”, finaliza.  

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