Casas e apartamentos naturalmente iluminados: conheça as dicas

Raphaela Ribas
  • Quando a luz é natural, você economiza energia, aproveita espaços e ainda pode ganhar um vista incrível. Veja como aplicar esta ideia na decoração
     

    Teto e parede de vidro nessa área externa aproveitam ao máximo a luz natural © Elodie Rothan


    A iluminação tem o poder de valorizar ou deixar um ambiente totalmente sem graça e, pior, nada funcional. O tipo de iluminação, direta (como de luminárias) ou dispersa (de embutidos no teto), quente ou fria, natural ou artificial, faz toda a diferença na composição do ambiente.

    Segundo a arquiteta Fernanda Palles, ao construir uma casa do zero, o projeto arquitetônico deve sempre priorizar a economia de energia nos horários diurnos, sendo o ideal sempre buscar a luz natural.

    Entretanto, a arquiteta ressalta que também é importante um projeto luminotécnico, para quando não houver luz natural, seja porque é noite, ou porque a luz natural não chega em um determinado ambiente. As luzes artificiais são recursos que agregam à iluminação natural e ajudam, ainda, a valorizar espaço - por exemplo, uma luminária pendente em cima de uma mesinha de centro bacana. 

    Algumas ideias para iluminação natural 

    Entre as dicas para aproveitar a luz do sol, ela cita as claraboias e as divisórias de vidro como recursos que unem beleza e praticidade.

    “As claraboias pedem, porém, um pé direito mais alto para melhor aproveitar a luz natural. Elas agregam valor ao desenho arquitetônico, podendo ser usadas em residências, indústrias, shoppings e ambientes comerciais”, explica

    Fernanda complementa ainda que as divisórias de vidro são outra grande sacada para dividir ambientes, principalmente os comerciais.

    "Há uma série de modelos, com isolamento acústico razoável, persianas embutidas e design moderno. Em residências elas podem fazer sucesso quando se trata de um jardim de inverno, por exemplo”,  ensina a arquiteta.

  • Luz natural em apartamento

    Brinquedoteca com parede de vidro, mesmo em um apartamento © Divulgação


    A arquiteta Fernanda Palles transformou a antiga varanda gourmet desse apartamento em uma brinquedoteca com bastante claridade. Ela fechou as saídas de gás e de água, que estavam na estrutura do espaço gourmet, e colocou tela na varanda, aproveitando, dessa forma, a entrada de luz ao máximo

  • Divisórias de vidro

    Divisórias de vidro para a luz transitar com leveza © Cécile Debise/A Revista da Mulher


    O melhor amigo da luz natural, sem dúvidas, é o vidro. Nesse apartamento, não só a janela externa comum, como também a divisória entre copa e sala de jantar são de vidro, trazendo luz e leveza para os espaços. Um charme!

  • Otimizar os espaços

    Cada cantinho pode ser bem aproveitado © Les Navigauteurs


    Casa pequena não é desculpa para não maximar a luz natural. Veja que essa cozinha, apesar de minúscula, consegue aproveitar a claridade com esse passa-prato de vidro. O bom de ser uma janela é porque mesmo que se feche por causa do frio, ou cheiro de fritura, por exemplo, ainda entra luz. 

  • Iluminar o visual

    De frente para o mar, sem cortinas © Juliano Colodetti/MCA Estúdio


    Já para quem tem um apartamento enorme como esse, é até um pecado cobrir as janelas, não é mesmo? Nesse projeto do arquiteto Francisco Viana o espelho na lateral direita valorizou ainda mais o conjunto de luzes naturais e mobília dos espaços. Luxo só!

  • Design e acolhimento

    Mais vidro e luz, menos concreto e pedra © Elodie Rothan


    Essa casa de pedras tem um corredor de vidro no meio que permite a luz natural entrar e aquecer o ambiente. A iluminação, diretamente do sol, não apenas reduz o custo com energia elétrica e integra ambientes, como também pode resultar em um belo design como esse. 

  • Com luz e proteção

    Jardim de inverno integrado à natureza © Cécile Debise/A Revista da Mulher


    Essa área de lazer é um bom exemplo para se inspirar, pois sua estrutura protege quem está dentro do frio (e de insetos) mas, como é toda de vidro, recebe a luz e o calor. Nessa dinâmica, é possível até ter plantas dentro, como no caso das flores rosas próximas à janela.

  • Jogo de luzes e texturas

    Integração entre materiais e sombras © Elodie Rothan


    Esse é outro exemplo de que aproveitar a luz natural vai muito além de economia e funcionalidade. Pode se criar também um design harmonioso e leve, especialmente em lugares conde materiais rústicos predominam, como a madeira e o concreto. 

  • Jogo de pontos de luzes

    Vários tipos de iluminação para o escritório © Juliano Colodeti/MCA Estúdio


    Nesse projeto, a designer de interiores Roberta Devisate criou várias referências de luz para que a área de trabalho ficasse bem iluminada. A janela de ponta a ponta, com o espelho atrás,  aumenta a absorção da luz que vem de fora. E tem ainda a luminária no caso de a luz natural estiver fraca. Caso a luz esteja forte, basta baixar a cortina. 

  • Plano B

    Projeto de iluminação estratégico para quando não há luz natural © Juliano Colodeti/MCA Estúdio

     

    Nem sempre é possível ter uma ampla iluminação natural. Nesses casos, o melhor é planejar. A arquiteta Carmen Zaccaro fez esse pergolado de gesso com iluminação de LED no centro, para atenuar um grande desnível causado pela existência de uma viga. O resultado são vários pontos de luz e um design interessante e suave.

  • Claraboia, um bom recurso

    Entrada de luz direta no ambiente © iStockphoto.com/piovesempre

     

    O aproveitamento da iluminação natural através de janelas é mais comum, mas uma outra boa forma de deixar a luz entrar em casa é através da claraboia. O importante é pensar na disposição dos móveis, para que a luz seja agradável e harmoniosa, e não incida diretamente sobre quem está sentado, como nessa sala em que o sofá não está exatamente embaixo da claraboia

Leia também:

Anúncio google

Nenhum comentário disponível sobre este assunto