Diabetes: veja os alimentos que ajudam a controlar a doença

Fernanda Lima
Conheça os alimentos que ajudam no controle da glicemia e daqueles que devem ser banidos do cardápio dos diabéticos.

Saiba o que é liberado e o que é proibido no cardápio de quem tem diabetes.


A base do tratamento e prevenção de muitas doenças é o cuidado redobrado com a alimentação. Para quem sofre de diabetes essa também é uma regra indispensável. Segundo Bruna Lyrio, nutricionista da Clínica Tostes, uma alimentação equilibrada é fundamental tanto para o tratamento dos diabéticos quanto para a prevenção da doença. “Os alimentos que consumimos interferem diretamente no controle da glicemia e nos parâmetros clínicos e metabólicos do paciente”, ensina.

Desta forma, existe uma lista restrita de alimentos que devem entrar no cardápio, outra com aqueles que devem ser evitados ou ainda excluídos. Com a ajuda da nutricionista, é possível entender melhor como funciona esse cardápio diferenciado.

Quais alimentos priorizar?

Segundo ela, na lista dos alimentos liberados entram as hortaliças, como alface, tomate, cebola, pimentão e todo tipo de folhas. “Esses podem e devem ser consumidos à vontade, pois possuem grande quantidade de fibras, que auxiliam no controle glicêmico, no metabolismo das gorduras, proporcionam saciedade e auxiliam o controle de peso, além de serem ricos em vitaminas e minerais”, explica Bruna.

Além disso, como a deficiência de micronutrientes (vitaminas e minerais) é frequente nos diabéticos (devido à baixa ingestão dietética, perdas urinárias e a diminuição da capacidade de absorção intestinal), esses alimentos são indicados e devem ser variados entre os tipos e cores para fornecer mais opções de nutrientes.

Já a lista dos proibidos inclui as bebidas alcoólicas, devido aos graves efeitos deletérios. Além disso, é fundamental reduzir a ingestão de alimentos ricos em ácido graxo saturado (carnes gordas, manteiga, óleos de coco e dendê, leite integral, bacon, torresmo, linguiça, salame, presunto, salsicha e mortadela), e trans que estão associados a marcadores inflamatórios e diminuem a sensibilidade à insulina. “Reduzir o colesterol também ajuda a diminuir o risco cardiovascular”, explica a nutricionista.

Pulando para a terceira categoria, aquela dos alimentos que devem ser evitados, mas não são necessariamente proibidos, entram a gordura hidrogenada vegetal, frituras, tortas industrializadas, bolos, fast foods, pipoca de micro-ondas, sorvete de massa, além de biscoitos salgados, recheados e do tipo waffer. Esses produtos também favorecem os marcadores inflamatórios e diminuem a sensibilidade à insulina. Outros alimentos a serem evitados são: doces, pizza, frituras, salgadinhos, hambúrgueres, mortadela, linguiça, caldo concentrado industrializado, temperos prontos, enlatados, maionese, refrigerantes e produtos industrializados em geral.

Alimentos aliados da saúde

Há ainda alguns alimentos que, além de serem benéficos, contribuem para o controle da doença. Segundo Bruna, a batata yacon, que possui grande quantidade de fibras, é um deles. Estudos demonstraram que os compostos fenólicos do yacon reduzem a produção de glicose hepática e tem uma melhor resposta glicêmica, ou seja, a glicose sobe menos do que uma quantidade equivalente de pão francês. Além disso, ela possui forte atividade antioxidante.
 
A aveia também é outro exemplo. Ela é composta por fibras solúveis do tipo betaglucanas, que podem auxiliar na redução da glicemia em diabéticos do tipo 2, além de ajudar a reduzir a absorção de colesterol e a diminuir o colesterol LDL (ruim).
 
Ainda segundo a especialista, a massa da banana verde é outra excelente opção. Rica em fibras e amido resistente – um tipo de carboidrato que o organismo não consegue digerir – ela auxilia na regulação intestinal, no controle da glicemia e ainda retarda o esvaziamento gástrico, dando sensação de saciedade por mais tempo.

Dicas para não sair da dieta

Outra dica importante da nutricionista está relacionada à alimentação dos portadores de diabetes em situações como casamentos, festas familiares, entre outros, onde nem sempre encontram-se alimentos liberados na dieta. Segundo Bruna Lyrio, “uma boa estratégia para não exceder nas festas e comemorações é fazer todas as refeições ao longo do dia normalmente. A maioria das pessoas costuma pular as refeições para poder compensar nas festas, que não é uma estratégia interessante, principalmente para diabéticos. Neste caso, pode haver uma crise de hipoglicemia devido à falta de alimento. Além disso, o consumo excessivo de alimentos nas festas pode levar à hiperglicemia”, alerta.

Por fim, a nutricionista dá outras sugestões importantes para os diabéticos:

  • Fazer em torno de 6 refeições ao dia, sendo três principais e três lanches.
  • Quanto à forma de preparo dos alimentos, é importante dar preferência aos grelhados, assados, cozidos no vapor ou até mesmo crus.
  • É extremamente importante que os diabéticos façam um acompanhamento nutricional individualizado para que possam ter uma alimentação equilibrada e saudável de acordo com a sua realidade e necessidades específicas visando a saúde e o controle da doença.

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1 comentário

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