Vegetarianismo sem engordar: deixe de comer carne sem perder a forma

Ana Paula Cardoso
Trocar a proteína animal pelo excesso de carboidratos é um erro comum em adeptos do vegetarianismo e que pode levar ao aumento de peso

Vegetarianismo sem engordar: é preciso ficar de olho no aumento do consumo calórico.


Existem várias razões pelas quais as pessoas se tornam vegetarianas. As motivações dos adeptos do vegetarianismo vão desde o amor pelos animais, até a preocupação com a saúde. Complexas convicções religiosas também entram na lista dos porquês da decisão em adotar uma alimentação vegetal.

Quem busca uma mudança radical na alimentação, em geral, está à procura de uma boa saúde e jamais pensa que a nova maneira de se alimentar poderá atrapalhar a manter a forma. Porém, muitos adeptos do vegetarianismo acabaram engordando após cortarem a carne de suas refeições.

“Quem já seguia uma dieta equilibrada, com quantidades moderadas de todos os tipos de alimentos, ao adotar o vegetarianismo precisa ter cuidado. Uma tendência muito comum é acabar comendo mais tubérculos e carboidratos – como arroz, massas e farináceos. Esse deve ser um ponto de atenção dos vegetarianos”, alerta a nutricionista Carla Ribeiro.

Os excessos no vegetarianismo

Segundo a definição do Dicionário de Medicina Natural (Editora Reader’s Digest) os verdadeiros vegetarianos não comem carne nem peixe, mas muitos comem produtos de origem animal que não exija o sacrifício dos bichinhos, como leite, ovos e queijos. Já os veganistas comem apenas produtos de origem vegetal. Nem mel entra em suas dietas.

Existem ainda os vegetarianos parciais, que eliminam toda a carne de sua alimentação, exceto peixes e frutos do mar. Do ponto de vista nutricional, existem benefícios e riscos em todos os tipos de vegetarianismo. 

Para satisfazer a necessidade de proteínas do organismo, os vegetarianos acabam comendo em excesso. Porque para suprir a necessidade proteica, certos alimentos precisam ser consumidos em conjunto.

Especialistas explicam que feijões, pães, batata, arroz e legumes são pobres em proteína quando consumidos isoladamente. “É preciso misturá-los para que forneçam as devidas proteínas necessárias a uma dieta saudável”, Carla.

Proteínas vegetais menos calóricas

A especialista também ressalta que os seguidores do vegetarianismo acabam comendo muitos mais ovos e queijos.  E, ao cortarem,  a carne vermelha e as aves, é comum passarem a comer mais laticínios.

“Embora esses alimentos supram as necessidades de cálcio do organismo, é preciso estar atento à quantidade. Muitos vegetarianos acabam aumentando o consumo calórico e de gorduras saturadas por causa dos queijos”, alerta a nutricionista.

O ideal é consultar um nutricionista para adaptar o cardápio vegetariano à rotina de cada um. Mas especialistas recomendam algumas medidas gerais:

  • Algas. Alimentos riquíssimos em proteínas. A alga nori por exemplo, contém duas vezes mais proteína do que a carne. Sendo que 100 gramas do alimento tem apenas 35 calorias, enquanto a mesma quantidade de alcatra, uma das carnes mais magras, tem 235 calorias;
  • Cogumelos. Além de deliciosos, têm quantidade de proteína e nutrientes que pode ser comparada a da carne e do leite;
  • Prato feito vegetariano. Combine meia xícara de arroz integral e uma xícara de feijão com legumes de coloração verde escura, como brócolis e espinafre. Aos que comem ovos, as claras cozidas são ótimas opções como fontes e proteína;
  • Peixes. Para os vegetarianos parciais, que comem frutos do mar, convém acrescentar peixes e crustáceos na dieta, pois são alimentos com alto teor proteíco e baixíssima caloria.

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