Reeducação alimentar: saiba como funciona

Ana Paula Cardoso

Além de manter o peso equilibrado e ajudar a emagrecer, mudar os hábitos alimentares é o melhor caminho para ter uma vida saudável

Reeducação alimentar é mudança de hábitos para uma vida mais saudável. © iStock


Cada vez mais especialistas têm ressaltado não bastar fazer uma dieta para emagrecer. Quem quer manter um peso equilibrado e ter saúde para o resto da vida, precisa mesmo adquirir hábitos alimentares diferentes. E o melhor caminho é através da reeducação alimentar.

Segundo a nutricionista Marcia Le Grand, é através de pequenas mudanças que a reeducação alimentar vai se constituindo e, aos poucos, tornando a alimentação do indivíduo mais saudável e equilibrada. 

“A reeducação alimentar é um processo de mudança de hábitos na alimentação. Ela consiste em doutrinar a pessoa a aprender a comer bem, de maneira saudável sem privação de suas preferências”, ressalta Marcia. 

Como funciona a reeducação alimentar?

Em primeiro lugar, a especialista ressalta a importância de se conhecer os alimentos. Segundo Marcia Le Grand, há uma confusão em torno do que é realmente um alimento saudável ou não.

“A cada momento surgem contradições na mídia. Uma hora se divulga que algo faz bem, outra dizem que o mesmo alimento agora faz mal. Alguns tipos de alimentos, ao contrário do que muitos pensam, não precisam ser eliminados completamente do cardápio”, desmistifica  a nutricionista.

Em síntese, o princípio básico da reeducação alimentar é comer de tudo, desde que os alimentos sejam consumidos com moderação, equilíbrio e nos horários corretos.

Não só o tipo de alimento, mas o modo de comer

Nosso corpo necessita de carboidratos, gorduras e proteínas  em quantidades diárias, para que o corpo forme os tecidos e gere energia. Em seguida, alimentos fontes de vitaminas e minerais complementam a dieta balanceada.

“E o profissional nutricionista auxilia na confecção do cardápio de forma individual e direcionada, combinando os alimentos de acordo com as necessidades de cada um”, recomenda Marcia Del Grand.

A nutricionista lembra ainda que não somente quais alimentos, mas como se alimenta são fatores fundamentais na reeducação alimentar. No lugar de grandes refeições, deve-se comer em intervalos menores, em pequenas porções.

“Isso diminui a fome e, consequentemente, a quantidade de alimento que a pessoa ingere. É importante também não aderir dietas da moda, que preconizam restrições de gorduras, carboidratos e proteínas, por exemplo, e incluir vitaminas e minerais através de alimentos mais naturais”, resume Marcia.

Reeducação alimentar sem privações

Como reeducação alimentar não é dieta a nutricionista Talitta Maciel, diretora-técnica da Clínica Espaço Reeducação Alimentar reitera que alimentar-se bem é controlar os nutrientes que fazem o organismo viver mais e melhor. E para isso, ninguém precisa se privar radicalmente de nada.

"Quando comemos um pouco fora do habitual em um sábado, por exemplo, nosso organismo não entende que isso vai engordar, ou seja, não serão 2 pedaços de pizza que vão colocar tudo a perder. Mas sim a seqüência de mais dias e quantidade excessiva", explica Dra Talitta.

Segundo a especialista, isso não é um mito, é uma realidade. E comer bem não atrapalha a vida social.  "Quem comeu pizza no sábado, no domingo deve voltar imediatamente para seu plano alimentar saudável. Não deixe as orgias alimentares se protelarem por mais dias, senão, os problemas começam", diz a diretora da Clínica Espaço Reeducação Alimentar.

A especialista incentiva a se adotar, durante a semana, uma alimentação regrada, incluindo vegetais, legumes, frutas, grãos integrais, boa hidratação e exercícios físicos. Além de evitar açucares, farinhas branca e frituras.

Como identificar que  se está se alimentando mal?

Como a alimentação é um dos fatores comportamentais que mais influenciam a qualidade de vida, Marcia Del Grand reforça que o próprio organismo envia sinais quando algo não está bem.

Como exemplo, a especialista lista alguns sintomas de quando estamos nos alimentando mal:

  • cansaço frequente e fadiga;
  • falta de sono reparador (quando se acorda cansado);
  • constipação (prisão de ventre);
  • flatulência (gases);
  • perda de paladar, quando a pessoa passa a não diferenciar mais alimentos bem preparados e naturais de outros industrializados;
  • dores de cabeça;
  • falhas na memória.

Através destes sintomas, principalmente quando tornam-se frequentes e rotineiros, pode-se identificar a necessidade de se repensar a relação com a comida e partir para uma reeducação alimentar criteriosa e bem orientada.

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