Gengibre: conheça seus benefícios

Daniel Navas

Bastante conhecido pelo seu efeito termogênico, o gengibre também pode combater algumas doenças cardíacas e degenerativas

O gengibre serve como ingrediente de diversas preparações e tem sabor bastante marcante. © iStockphoto.com/Baiba Opule


Qualquer pessoa que iniciou uma dieta, já se deparou com um item bastante específico no cardápio: o gengibre. Afinal de contas, essa raiz com casca clarinha e formato diferente apresenta um grande efeito termogênico no corpo, ou seja, aumenta a temperatura corporal, o que pode auxiliar na perda de peso.

Os benefícios do gengibre

São diversas as melhorias que o gengibre pode trazer ao organismo. “A começar pelo seu efeito digestivo, estimulando o trato gastrointestinal, além de aumentar o peristaltismo (contração muscular do órgão) e o tônus do músculo intestinal, o que impede a formação de gases no aparelho digestivo”, explica Daniela Lasman, nutricionista da academia Bodytech, em São Paulo.

A raiz também apresenta um poder anti-inflamatório, o que a torna bastante eficaz nas desordens reumáticas e artríticas. E para quem precisa melhorar a respiração, o gengibre é um aliado e tanto. Isso porque ele é considerado expectorante.

“Os extratos de gengibre estimulam os centros vasomotor e respiratório, o que melhora a respiração em casos de congestionamento nasal, auxiliando no combate de gripes, resfriados, catarros crônicos, tosses, fraquezas do estômago, rouquidão e bronquites”, acrescenta a nutricionista.

Também é uma excelente fonte de antioxidantes, o que contribui no rejuvenescimento da pele e dos órgãos. “Auxilia na destoxificação hepática e na diminuição da resistência insulínica”, afirma Liliane Rocha, nutrichef do Rio de Janeiro.

No combate às doenças

O gingerol, substância presente no gengibre, é o responsável por diversas ações benéficas no organismo, combatendo algumas doenças. “O alimento inibe a agregação das plaquetas, o que evita o aparecimento de trombos (coagulação do sangue dentro dos vasos sanguíneos)”, aponta Daniela.

O alimento ainda aumenta a força de contração dos músculos cardíacos, prevenindo doenças cardíacas e protege as células nervosas, o que evita o desenvolvimento de doenças degenerativas, como o diabetes, a arteriosclerose, a hipertensão, entre outras.

Contraindicação 

Mesmo com tantos benefícios, o gengibre não pode ser consumido por todos. As gestantes, por exemplo, devem ter bastante cautela ao usar o alimento.

“Estudos dizem que, se consumido em larga escala, o gengibre pode aumentar o risco de aborto espontâneo e má formação do bebê. Por isso, o ideal é evitar nas primeiras semanas de gestação", diz a nutricionista da Bodytech.

No entanto, após esse período, se o gengibre for usado em pequenas quantidades para fins culinários, este risco diminui muito, afirma a especialista.

Também pessoas com hipertireoidismo devem ficar longe do gengibre. Este tipo de alteração na tireoide já acelera o metabolismo e, juntamente com a raiz, pode causar ainda mais perda de massa muscular.

“Pessoas com problemas de coração precisam ficar atentos, por conta do seu efeito estimulante e termogênico, duas ações que podem aumentar a frequência cardíaca”, conta Daniela.

De olho nos excessos do consumo de gengibre

O consumo de gengibre deve variar de 1 a 3 gramas por dia. Uma boa média são dois pedaços de cerca de 3 cm, o que dá por volta de 2 colheres de chá do gengibre ralado.

Ultrapassar essa quantidade constantemente pode levar a desconfortos gástricos e até formação de úlceras. E em mulheres, pode levar ao aumento do fluxo menstrual.  Além do chá de gengibre, existem outras formas de usar o alimento em preparações.

“Habitualmente, o gengibre é adicionado ao suco verde (1 folha de couve + 1 pitada de gengibre ralado + 1 maçã sem caroço + água) ou em suco de melancia que tem ação diurética e energética. Ou em sopas, como por exemplo de abóbora, que combina bem com uma pitada da raiz durante o cozimento”, ensina Liliane Rocha.

Leia também:

Anúncio google

Nenhum comentário disponível sobre este assunto