Proteína vegetal é opção para diminuir o consumo de alimentos de origem animal

Daniel Navas

As proteínas vegetais são digeridas com mais facilidade, são isentas de aditivos químicos e causam menor impacto ambiental

As proteínas vegetais contêm baixo índice de gorduras, são livres de colesterol e podem ajudar a regular a pressão arterial. © iStockphoto.com/mikyso


O número de pessoas vegetarianas cresce cada vez mais pelo Brasil. A última pesquisa a respeito foi realizada em 2012 pelo Ibope, que registrou mais de 15 milhões de brasileiros que resolveram eliminar da dieta os alimentos de origem animal.

E para quem aboliu esse tipo de alimento, o grande desafio está em encontrar fontes de proteínas que sejam tão boas quanto aquelas vindas do soro do leite e da carne. Na verdade, esse já não é mais um problema. Isso porque as proteínas vegetais (arroz, ervilha, soja, feijão e lentilha) são ótimas opções para quem busca maior aporte do nutriente. 

Importância para o metabolismo

Encontradas no alimento in natura e também como suplemento alimentar, a proteína vegetal ou animal é de extrema importância. Isso porque o nutriente contribui com o anabolismo (produção de proteínas), que tornarão o metabolismo mais ativo.

E também com o catabolismo (produção de energia) e com a síntese de hormônios, enzimas, anticorpos etc, necessários na regulação metabólica e consequente equilíbrio do peso corpóreo.

Diferença entre vegetal e animal

As proteínas são formadas por aminoácidos, elementos usados pelo organismo para desempenhar as funções do corpo. Os aminoácidos são divididos em essenciais (o organismo não produz, portanto é ingerido pela alimentação) e não essenciais (o corpo pode produzir).

“A proteína animal tem todos os aminoácidos essenciais que o corpo precisa, já as proteínas vegetais têm um menor valor biológico, com falta de alguns aminoácidos”, aponta Paula Crook, nutricionista da Patrícia Bertolucci Consultoria em Nutrição, em São Paulo.

Porém, para solucionar esse problema, a American Dietetic Association recomenda variar, no mesmo prato, diversos alimentos vegetais. E para quem prefere os suplementos alimentares, já existe aqueles que misturam o arroz com a ervilha, por exemplo.

Vantagens da proteína vegetal

São diversos os benefícios do nutriente ao corpo. Afinal, as proteínas vegetais são digeridas com mais facilidade, são isentas de aditivos químicos – no caso das 100% naturais – e causam menor impacto ambiental com sua produção.

“Utiliza-se uma quantidade muito menor de recursos naturais, como a água, solo, emissão de gases e outros, do que para a produção das derivadas de animais”, acrescenta Samanta Brito, nutricionista da Estima Nutrição, em São Paulo.

Sem esquecer que as pessoas que praticam exercícios físicos necessitam de um maior aporte desse nutriente e as proteínas vegetais conseguem fornecer uma alta quantidade do elemento concentrado. 

Outro benefício importante das proteínas vegetais é a contribuição para a saúde cardiovascular. Como todo alimento vegetal, esses nutrientes também contêm baixo índice de gorduras, são livres de colesterol e podem ajudar a regular a pressão arterial. As fontes de proteína vegetal também são ricas em fibras, por isso, funcionam como verdadeiros aliado do intestino.

Desvantagens da proteína vegetal

De acordo com Samanta, para conseguir proteína vegetal de alta qualidade será necessário ingerir uma alta quantidade do nutriente. “E algumas pessoas podem sofrer com um efeito colateral que são as flatulências. Porém, esse sintoma pode ser amenizado deixando feijões e outros vegetais de molho antes de cozinhar, por exemplo”, ensina. 

Para compreender melhor a quantidade de proteínas em cada vegetal, saiba que, a cada 100 gramas, o feijão tem 22g do nutriente, a lentilha e a soja levam 16g (cada uma), a ervilha tem 5g e o arroz integral possui 2g de proteína.

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