Beterraba é a amiga da saúde, mas é preciso moderar o consumo em alguns casos

Daniel Navas

Os benefícios do vegetal para o organismo são enormes para quem pratica atividades físicas. Quem tem doença renal deve ficar atento à quantiudade

A beterraba é um vegetal rico em vitaminas e efeito antioxidante. © iStockphoto.com/Diana Taliun

 

Seja na salada, na sopa ou em algum outro tipo de preparação, a beterraba não deve ficar de fora da dieta de quem busca uma vida saudável. Isso porque, o vegetal é fonte de carboidratos, antioxidantes como o betacaroteno, de vitaminas como A, B e C, minerais (potássio e cálcio), além de ser fonte de fibras solúveis e insolúveis, que são reguladoras intestinais.

Os benefícios da beterraba

São diversas as benfeitorias que a hortaliça é capaz de trazer ao organismo. E entre os principais benefícios da beterraba estão:

  • Redução do índice glicêmico das refeições: pelo seu alto teor de fibras, a beterraba acaba promovendo uma quebra dos nutrientes de forma mais lenta. Esse processo ajuda muito no aproveitamento da refeição e no controle da glicose sanguínea, principalmente para quem sofre com diabetes.
  • Prevenção de doenças cardiovasculares, câncer e doenças crônico degenerativas: “Por ser uma ótima fonte de carotenoides e flavonoides (antioxidantes naturais), vitamina A (betacaroteno) e vitamina C, o vegetal ajuda na redução dos radicais livres (moléculas que ficam soltas em nosso organismo e acabam entrando nas células, promovendo a sua oxidação e envelhecimento)”, explica Haline Dalsgaard, nutricionista do Rio de Janeiro.
  • Diurética e desintoxicante natural: pela presença de betalaína (derivado do aminoácido glicina que confere a cor vermelha ao alimento), a beterraba atua como um osmólito e aumenta a retenção de líquidos pelas células, ajudando a mantê-las hidratadas. 

Ainda por conta da betalaína, o consumo de beterraba auxilia no combate ao envelhecimento precoce das células e reduz o risco de alguns tipos de câncer. “A melhor maneira de consumir a beterraba é crua, pois durante o cozimento, a betalaína é perdida”, conta Georgia Oliveira, nutricionista e porta-voz da Pontual Farmacêutica, no Rio de Janeiro. 

Beterraba para quem treina

O alimento também se destaca por auxiliar na contração muscular durante os exercícios físicos. Ou seja, a beterraba possui em sua composição substâncias que, no organismo, são convertidas em óxido nítrico, que tem um papel importante para o relaxamento e dilatação dos vasos sanguíneos.

"Por isso, atuam na redução da pressão arterial e no bom desempenho na atividade física, pois mais oxigênio e nutrientes irão chegar ao músculo, melhorando o desempenho e recuperação muscular”, esclarece Patricia Davidson, nutricionista do Rio de Janeiro.

Como o vegetal possui a substância betaína, também pode ajudar a desenvolver mais músculos e menos gordura. Comer beterraba estimula os hormônios GH e IGF-1, que são responsáveis por aumentar a produção de proteínas e utilização de glicose e gordura pelo corpo, sendo uma boa estratégia para quem quer ganhar massa magra e perder gordura.

Consumo diário

De acordo com as profissionais, isso varia de acordo com a dieta individual. “Mas, no geral, o consumo ideal seria em torno de 100g da beterraba crua ao dia (o equivalente a 1 xícara de chá), o que representa em torno de 30 kcal e mais de 3g de fibra alimentar”, conta Georgia.

Ultrapassar essa quantidade diariamente pode levar a alguns problemas, como urina e fezes com cor mais escura. Além disso, devemos lembrar que a beterraba é fonte de carboidrato.

"Seu consumo moderado numa salada, no vapor ou até mesmo como coadjuvante de alguma receita é satisfatório. Porém, exagerar na dose, pode aumentar a oferta de carboidratos (energia), o que não é interessante para quem faz controle de peso corporal ou até mesmo para quem é diabético”, comenta Haline.

E também por se tratar de uma rica fonte de fibras, o consumo exagerado do vegetal pode causar efeito laxante excessivo.

Contraindicação da beterraba

Mas não é todo mundo que pode ingerir a beterraba sem moderação. Isso porque o vegetal contém uma substância chamada oxalato que, se consumida em excesso, pode piorar o quadro de pedras no rim, para quem já tem o problema.

Também podem haver contraindicações específicas pelos nutrientes que a beterraba contém. Por exemplo, como é uma fonte de potássio, alguns pacientes renais crônicos que necessitam de uma dieta controlada em potássio, podem ter orientação reduzida de consumo do alimento.

E fica o alerta da nutricionista Haline Dalsgaard: “Ao contrário do que muitos acreditam, a beterraba não é um alimento rico em ferro. A quantidade do mineral na beterraba é muito pequena e, por isso, ela não serve para combater a anemia. A parte da beterraba que é rica em ferro é a folha e não a raíz”, finaliza.

Leia também:

Anúncio google

Nenhum comentário disponível sobre este assunto