Dieta HCG: entenda a polêmica dieta que promete um emagrecimento express

Fernanda Lima

O plano alimentar, que se baseia na aplicação do hormônio e ingestão de apenas 500 kcal por dia, não é indicado pelos médicos

Conheça os prós e os contras da dieta HCG. © iStock/GeorgeRudy
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A dieta HCG é uma daquelas que prometem emagrecimento rápido. Polêmica e restritiva, ela foi criada na década de 50 e se baseia na aplicação de injeções de gonadotrofina coriônica humana (HCG), um hormônio produzido durante a gestação. Além das injeções, é preconizada uma dieta de baixíssima quantidade calórica: cerca de 500 kcal  por dia. 

Segundo Mari Barbosa, nutricionista e fit chef da Simply Fit, o hormônio HCG é aplicado na forma de injeção em indivíduos com sobrepeso ou obesos. "A dieta é extremamente restritiva, girando em torno de 500 kcal para serem divididas entre todas as refeições diárias, além de uma baixíssima ingestão de açúcares. A fome causada pela restrição calórica é ofuscada pela ação do hormônio, que controlaria a vontade de comer”, explica a profissional.

Entenda a dieta HCG

Existem duas variações da dieta HCG. A primeira é indicada para quem quer eliminar até 7kg. A segunda, por sua vez, é para quem busca perder ainda mais peso.

Para os pacientes que desejam perder até 7kg, recomenda-se a utilização diária do HCG durante o período de 23 dias (exceto nos dias de menstruação). Após o 3º dia de tratamento com o hormônio, inicia-se a dieta com 500 calorias por 26 dias. Passados esses dias, aumenta-se o consumo calórico gradativamente durante as próximas 3 semanas.

Já quem busca eliminar mais de 7kg, a dieta é mais demorada. Recomenda-se a utilização do hormônio por 40 dias e, após o terceiro dia de tratamento, inicia-se a dieta por 43 dias. 

Após definida a quantidade de peso que será eliminada, o paciente passará por três fases distintas da dieta, que têm programas alimentares e de consumo do hormônio diferentes durante o período determinado.

  • A primeira fase tem a duração de dois dias. Neste período, inicia-se a aplicação do HCG e é sugerido a ingestão de alimentos com alto teor de gordura e com alto teor calórico.
  • Na segunda fase, quando o paciente já começa a emagrecer, inicia-se a redução drástica de calorias, que deve ser combinada com a ingestão do suplemento de HCG, que pode ser em gotas, pellets, injeções ou sprays. Esta fase dura de 3 a 6 semanas.
  • Na terceira fase, para-se de tomar o hormônio. Neste período,  aumenta-se lentamente a ingestão de alimentos, evitando o consumo daqueles com amido e açúcar durante 3 semanas.

No que diz respeito aos alimentos liberados na dieta, Mari explica que a dieta é bastante restrita, com o corte radical de carboidratos, inclusive frutas. Dos vegetais, só são permitidos espinafre, alface, repolho, cebola, aspargo e chicória. E entre as proteínas, estão liberadas as carnes de vitelo, vaca, frango e peixe. Amidos, como arroz e batata, e açúcares, como doces em geral, são proibidos.

Dieta HCG: funciona mesmo?

Quem defende a dieta afirma que, aliada à restrição calórica, a dieta HCG pode proporcionar redução do apetite, aumento do metabolismo, diminuição da circunferência abdominal e grande perda de gordura. 

Porém, apesar do apelo da dieta, não há nenhuma evidência científica, segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, que o hormônio HCG seja eficaz no tratamento da obesidade. Além disso, a substância pode ser prejudicial para os indivíduos, trazendo potenciais riscos para a saúde. 

A especialista destaca ainda que a baixíssima ingestão calórica proposta na dieta é prejudicial para o paciente e não é recomendada por nenhum nutricionista, podendo causar fraqueza, anemia e várias outras doenças graves. "De acordo com o Conselho Regional de Nutricionistas, dietas sem comprovações e evidências científicas não devem ser prescritas”, alerta.

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