Conheça os benefícios do azeite e aprenda a inclui-lo na dieta

Daniel Navas

O uso do azeite na rotina alimentar pode trazer diversos benefícios ao organismo, como a redução do colesterol ruim, do risco de infarto e derrame

O recomendado é utilizar 2 colheres de sopa de azeite por dia, que também pode um substituto da manteiga ou da margarina na hora de passar no pão. © iStockphoto.com/dulezidar

 

Seja na hora de temperar a salada, ou preparar um prato mais elaborado, o azeite de oliva é um ingrediente curinga (e muito saudável). Este óleo, extraído da azeitona, é fonte de vitamina E, um potente antioxidante que inibe a síntese do colesterol ruim e evita a oxidação celular, contribuindo para maior sobrevida de células saudáveis no organismo. 

“Isso significa que o azeite auxilia na redução de LDL (colesterol ruim) do organismo, além de diminuir o risco de infarto ou de acidente vascular cerebral (AVC). O consumo regular do líquido reduz a formação de placas de ateroma nas paredes dos vasos sanguíneos. Sem esquecer que ele também possui propriedades anticancerígenas, anti-inflamatórias e diminui a pressão arterial”, explica Isabella Correia, nutricionista da Clínica La Prath, no Rio de Janeiro.

O ingrediente também apresente benefícios para a beleza da pele. Rico em polifenóis, substâncias que reduzem a formação dos radicais livres, o azeite contribui para retardar o envelhecimento da pele. “Alguns povos mediterrâneos utilizam o produto em cosméticos, como ingrediente na formulação de cremes para a pele”, acrescenta a nutricionista.

Os tipos de azeite

Existem quatro versões diferentes do azeite: extravirgem, virgem, virgem lampante e refinado. “O extravirgem é considerado o melhor para o consumo, pois é extraído de primeira prensa a frio, e este processo preserva totalmente a integridade do azeite e seus benefícios”, esclarece Sabina Donadelli, nutricionista, de São Paulo.

Os azeites lampantes e refinados destinam-se exclusivamente ao uso industrial. Já o virgem pode ser usado na limentação, porém, tem o sabor menos apurado em comparação com o extravirgem e é mais ácido, o que reduz um pouco a eficácia dos seus benefícios.  

Na hora de cozinhar

Muitas pessoas acreditam que o azeite de oliva perde suas propriedades benéficas ao ser aquecido e prefere outros tipos de óleos – mais baratos, porém com muita gordura – na hora de grelhar uma carne ou refogar legumes. 

Um estudo da Associação Brasileira de Nutrologia, publicado no International Journal of Nutrology, entretanto, apontou que o azeite apresenta pequenas perdas do seu poder antioxidante quando colocado em altas temperaturas. 

“Um azeite aquecido em forno por cerca de uma hora perde em torno de 7% de seus polifenóis. Cada vez que o óleo é requentado, vai perdendo mais dos antioxidantes, mas o que resta ainda está ativo. Em outras palavras, mesmo o azeite perdendo parte de suas propriedades ao ser aquecido, ele ainda é uma boa alternativa”, esclarece Sabina. 

Mas quando o assunto são as frituras, ou seja, a imersão total do alimento no azeite, ainda existem algumas contradições, por isso, é melhor evitar o consumo desse tipo de preparação, ou, então, optar pelo óleo de canola, que solta menos compostos tóxicos na hora do cozimento.

Uma ótima dica de consumo do azeite é utiliza-lo como substituto da manteiga ou margarina para passar no pão. “A sugestão é congelar esse óleo. Coloque-o em um potinho e deixe no congelador. Se desejar, utilize ervas para temperar”, ensina Isabella.

Quantidade e uso excessivo

E para conseguir atingir tantos benefícios à saúde, bastam apenas 2 colheres de sopa por dia. “Porém, é indispensável o auxílio de um profissional nutricionista para explicar melhor como o óleo se encaixa na dieta de cada um”, pondera Paola Lisbôa, nutricionista da RT Médicos, no Rio de Janeiro.

Como o azeite é calórico (1 colher de sopa tem 108 kcal), seu consumo em excesso pode levar ao aumento de peso, assim como causar diarreia e cólica, embora a tolerância varie de pessoa pra pessoa.

“Esse óleo é composto por 80% de ômega 9, e essa gordura em excesso faz mal para o organismo. Ela deve estar em menor quantidade na comparação com os ômegas 6 e 3, sendo este último o mais importante e benéfico para o organismo”, finaliza Paola.

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