Tudo o que você precisa saber sobre a Dieta Fodmap

Daniel Navas

A dieta Fodmaps consiste em eliminar determinados tipos de alimentos que causam desconfortos gastrointestinais

A síndrome do intestino irritável é um exemplo de problema que pode melhorar com o uso de alimentos pobres em fodmaps. © iStockphoto.com/piotr_malczyk

 

Após as refeições, algumas pessoas sentem um desconforto intestinal muito grande, que se traduz em cólicas, gases, ou diarreias. Se isso acontecer frequentemente, é bom ficar atento, pois pode se tratar de intolerância aos alimentos com muito fodmap

Esse termo é a sigla em inglês para Oligossacarídeos, Dissacarídeos, Monossacarídeos e Poliois Fermentáveis, que são carboidratos presentes em uma grande variedade de alimentos.

“O problema é que esses elementos são pouco absorvidos pelo intestino delgado e podem causar intolerâncias alimentares”, comenta Roberto Debski, médico e diretor da Clínica Ser Integral, em Santos. A Síndrome do Intestino Irritável, por exemplo, tem sintomas que melhoram muito com a redução do consumo dos carboidratos fodmaps.

Isabella Vorccaro, nutricionista funcional e membro da Sociedade Brasileira de Nutrição e Estética, ressalta que, apesar de provocarem problemas digestivos, esses alimentos não são alergênicos. “Os fodmaps, na verdade, provocam fermentação, irritação e intolerância e não propriamente alergias”.

Os alimentos que contém grande quantidade desses carboidratos são:

  • frutose (frutas, mel, xarope de milho de alta frutose),
  • lactose (laticínios),
  • frutanos (trigo, alho, cebola, inulina, etc),
  • galactanos (leguminosas como feijão, lentilha, soja, etc.),
  • polióis (adoçantes contendo isomaltol, manitol, sorbitol, xilitol e frutas de caroço, como abacate, damascos, cerejas, nectarinas, pêssegos e ameixas). 

A Dieta Fodmap

O plano alimentar funciona da seguinte maneira: os alimentos ricos em fodmaps devem ser eliminados do cardápio pelo tempo de 6 a 8 semanas. “Se não houver melhora dos sintomas no final da dieta, deve-se descontinuar o plano”, ensina Thaís Barca, nutricionista clínica e esportiva da CliNutri, em São Paulo. 

Após o período de exclusão, é indicado reintroduzir os alimentos ricos em fodmaps para avaliar o grau de tolerância alimentar de cada um. “A reintrodução deve ser feita em porções pequenas e de maneira isolada, para poder identificar os alimentos causadores dos sintomas e, assim, retirá-los por definitivo do cardápio”, esclarece Thaís. 

Para conhecer mais detalhadamente quais são os alimentos mais e menos ricos em fodmaps, Laís Murta, nutricionista funcional e clínica, de São Paulo, apresentou a tabela abaixo da Universidade Monash, na Austrália:

 

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