Rúcula: conheça os seus benefícios

Daniel Navas

A verdura apresenta diversos benfeitorias para a saúde e seu consumo garante a ingestão de nutrientes essenciais para que o corpo funcione bem

A rúcula pode ser consumida crua em saladas, ou como ingrediente de várias receitas. © iStockphoto.com/Elena_Danileiko

 

Bastante comum na mesa dos brasileiros, a rúcula é uma hortaliça que pode levar diversos benefícios ao organismo. Isso porque ela é rica em proteínas, vitaminas A e C e sais minerais, principalmente, o cálcio e o ferro.

“Como a rúcula é fonte de fitoquímicos, é considerada um alimento potencialmente destoxificantes (detox), além de ser rica em fibras e fonte de compostos de enxofrados que destroem substâncias com potencial carcinogênico”, aponta Giovanna Oliveira, nutricionista da Clínica Dra. Maria Fernanda Barca, em São Paulo.  

E ainda tem mais: a rúcula contém betacaroteno, pigmento natural que pode ser convertido no organismo em vitamina A, protegendo a visão e o crescimento celular, além de auxiliar o sistema imune. “O betacaroteno, por ser antioxidante, é importante para combater os radicais livres, o que ajuda a prevenir doenças degenerativas como câncer”, reforça a nutricionista.

Rúcula é boa na gravidez

A rúcula é rica em ácido fólico, um composto de extrema importância na gestação. Também chamada vitamina B9 ou folato, este nutriente participa da formação da medula espinhal e do cérebro do bebê.

Além de ter papel fundamental na redução do risco de más-formações fetais. Sem esquecer que o ácido fólico é importante para o bom funcionamento do sistema nervoso e imunológico e facilita os processos de cicatrização da pele.

Verdura curinga para a saúde

De fato, a rúcula é um curinga para saúde. Afinal, ela também conta com ômega-3, gordura que atua como protetor do coração, pois favorece a diminuição do LDL (mau colesterol) e aumento do HDL (bom colesterol), sem esquecer que atua no sistema nervoso e da visão e tem ação anti-inflamatória.

“Alguns estudos, como o apresentado no World Journal of Gastroenterology,  mostram que a rúcula é eficaz no combate de problemas estomacais, devido a capacidade de diminuir a secreção ácida, que leva à gastrite e à úlcera”, afirma Giovanna.

E para quem busca o emagrecimento, saiba que a rúcula pode ser uma aliada, já que é rica em fibras, o que aumenta a capacidade de saciedade no organismo.

“Mas o ponto principal para contribuir com a perda de peso encontra-se na característica destoxificante do alimento. Isso porque as toxinas acumuladas no organismo podem dificultar a perda de peso”, acrescenta a nutricionista.  

Forma de consumo da rúcula

Para manter todas essas benfeitorias, o melhor é consumir a rúcula crua, em saladas. “E fica aqui uma dica: é recomendado não cortar as folhas para que todos os benefícios nutricionais sejam mantidos”, ensina Fúlvia Gomes Hazarabedian, nutricionista da academia Bio Ritmo, em São Paulo.

A rúcula também pode fazer parte de molhos para massas, no entanto, ela é colocada na finalização do prato. Outra opção é o molho pesto, substituindo-se o manjericão pela verdura. Chá de rúcula também é uma alternativa.

E quanto maior for o tempo de cozimento, maiores serão as perdas de vitaminas e nutrientes. Por isso, o ideal é consumir a rúcula crua. “A vitamina C e o ácido fólico, contidos na rúcula, são perdidos durante a cocção. O mesmo acontece com os fitoquímicos e o ômega-3”, alerta Giovanna.

Quantidade ideal

Segundo o Ministério da Saúde, é indicado consumir 3 porções ao dia de verduras e legumes (uma porção de rúcula equivale a 15 folhas e tem aproximadamente 15 kcal na porção). E, claro, o ideal para uma alimentação equilibrada é que varie entre outros vegetais.

“Apesar da rúcula não ter contraindicação, o melhor é não consumi-la em excesso, pois neste caso as folhas podem causar enjoos e vômitos”, finaliza a nutricionista.

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