Saiba tudo sobre a criolipólise

Daniel Navas

O equipamento ajuda a reduzir de 20 a 25% da gordura localizada já na primeira sessão, por isso é comparado a uma lipoaspiração

A criolipólise utiliza baixas temperaturas para matar as células de gordura. © iStockphoto.com/macniak


De tempos em tempos, surgem novos aparelhos e técnicas que prometem reduzir as famigeradas gorduras localizadas. E um equipamento que tem apresentado bastante destaque é o chamado criolipólise. Criado a partir de estudo de pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, o procedimento utiliza baixas temperaturas para acabar com a gordura localizada em algumas áreas do corpo. 

“É um tratamento não invasivo e indolor para perda de 20 a 25% da gordura localizada. O resultado pode ser comparado a uma lipoaspiração, porém sem a intervenção cirúrgica e sem o quadro pós-operatório que o procedimento implica”, explica Denise Chambarelli, dermatologista do Rio de Janeiro.

Funcionamento da criolipólise

A técnica de criolipólise funciona da seguinte maneira: após a avaliação e marcação do local a ser tratado, é colocada uma manta protetora sobre a pele. Na sequência, é acoplada a ponteira do aparelho que exercerá uma pressão negativa (vácuo), fixando-se na área a ser tratada.

Em seguida, ocorre um resfriamento intenso do local num nível suficiente para atingir e danificar as células de gordura (adipócitos), sem danificar a epiderme.  Ou seja, essas células são congeladas e mortas, sendo eliminadas naturalmente pelo corpo por meio do sistema linfático, suor etc. 

“Os adipócitos se rompem quando submetidos a essa temperatura baixa sem causar qualquer dano a nervos ou músculos”, esclarece a Dra. Denise. Em 5 minutos de tratamento, a temperatura cai para 8°C negativos e permanece constante até o final do procedimento.

Ao final da sessão, a ponteira e a manta são retiradas. Logo após, é realizada uma massagem local. “A criolipólise é indicada para áreas do corpo que apresentam gordura persistente e localizada, isto é, abdômen, acima e abaixo do umbigo, flancos, interna de coxa e culote”, afirma Daniel Dziabas, dermatologista e membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Número de sessões e contraindicações

Como a criolipólise elimina em torno de 25% de gordura a cada sessão, em alguns casos pode haver necessidade de sessões complementares. “Em 2 ou 3 meses uma outra sessão já pode ser realizada na mesma área”, afirma a dermatologista. E cada vez que o procedimento é feito, o valor a ser desembolsado gira em torno de  R$ 600 a R$ 1.200.

Mas nem todos podem ser submetidos ao procedimento. A criolipólise não é indicada para pacientes diabéticos, com neoplasias, síndrome de raynaud, com hipersensibilidade ao frio, obesos, com síndrome metabólica descompensada e nem com processos infecciosos como, por exemplo, uma infecção urinária.

Também não é indicado para gestantes. “Como o equipamento usa do congelamento de algumas áreas, esse procedimento pode interferir na gravidez e no tratamento das doenças listados”, alerta a médica.

É importante saber que, assim como a lipoaspiração, se a paciente não mantiver seus hábitos de vida saudáveis, tais como praticar atividade física com regularidade e cuidar da alimentação, as chances de ter novamente depósito de gordura em áreas indesejáveis é grande.

“Portanto, o ideal, antes de se submeter à criolipólise, é iniciar uma dieta saudável e não deixar o treinamento de lado”, analisa Marília Barboni Luz, fisioterapeuta dermato-funcional da L&L Espaço Vida ao Corpo, de São Paulo.

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