Viagem com crianças: mais prazer e menos estresse

Ana Paula Cardoso
Veja dicas e sugestões para incluir as crianças em viagens a qualquer lugar, sem que isso se  torne mais desgastante do que prazeroso

Viajar com os filhos pode ser mais prazeroso que desgastante.


A chegada dos filhos gera algumas limitações e exige renúncias, sem dúvida. Mas os pais que sempre amaram viajar não precisam abrir mão deste prazer. Viajar com crianças, seja por necessidade ou por lazer, deve ser encarado como mais uma tarefa rotineira que, com a presença dos filhos, requer apenas mais atenção e alguns cuidados.

A empresária Renata Mondelo, é um bom exemplo. Mãe de Thiago, de 6 anos, ela começou a viajar com o filho quando ela ainda era um bebê de 45 dias. Como ela morava em outra cidade, as viagens passaram a ser uma necessidade. Depois ela ficou viúva, seu marido morreu em um trágico acidente de avião, e as viagens se intensificaram. "Com 10 meses ele já tinha viajado 11 vezes de avião", conta a empresária.


Para a maior parte dos pais que moram em cidades distantes de seus familiares, a viagem com crianças desde muito cedo é uma rotina. E o lado bom é que perdem o receio de viajar com os filhos também muito cedo. Com isso, as férias e o lazer nunca são postergados em função dos pequenos.

"Fazer uma viagem com meu filho é um grande prazer. Muito melhor do que  ficar sofrendo de saudade à distância. É claro que existem vários tipos de viagem: de trabalho, compromissos, romântica. Em determinadas situações, não se pode levar ou, muitas vezes, não se quer levar a criança. Mas sempre que houver espaço, acho muito gostoso", acrescenta Renata Mondelo.

Organização é a palavra de ordem.
Para não deixar nada pra trás, a dica é sempre ter à mão um check-list de viagem, que deve ser atualizado conforme os filhos vão crescendo. Este tipo de procedimento simples é muito útil e deixa os pais mais seguros. Os itens a serem incluídos na lista vão desde documentação, carteira de vacinação e carteira do plano de saúde até um aparelho de DVD portátil, um grande aliado para ajudar a relaxar as crianças, especialmente nos momentos de espera em aeroportos. 

É claro que os itens variam de acordo com as necessidades das crianças (como remédios) e gostos (brinquedos e jogos para entretenimento) "Quando o Thiago era bebê eu sempre levava mosquiteiro, repelente, piscininha plástica pra servir de banheira sem ocupar espaço e até bomba de encher", conta Renata.

No avião
Segundo as normas internacionais de aviação, a partir dos sete dias de vida já se aceita um bebê a bordo. Escolha as primeiras fileiras, que são mais espaçosas. Mesmo que isso não tenha sido possível na hora do check-in, esse é um direito dos pais e os comissários costumam pedir a quem ocupa esses locais que os cedam a quem viaja com crianças de colo.

Na bagagem de mão, convém garantir itens como lenços umedecidos, fraldas, água, remédios indicados pelo pediatra e cremes hidratantes. Biscoitos e chicletes podem ser úteis quando as crianças sentem a famosa pressão no ouvido, comum em voos. A mastigação ajuda a despressurizar a região dos tímpanos. 

E lembre-se de livros, para ler e colorir, caderno e canetas para desenhar e também aparelhos eletrônicos permitidos, que vão ajudar a passar o tempo dentro da aeronave.

A criança - e até os adultos - podem e devem se mexer dentro do avião, mas lembre-se que os pais é que devem estar atentos e, de preferência, acompanhar sempre os filhos dentro dos aviões. Não somente para zelar pelo conforto dos demais passageiros, como também pela própria segurança da criança.

Não se sinta mal se seu filho chora dentro do avião. Existem os adultos que roncam, outros que falam alto, enfim, o ambiente de um avião não é o ideal nem para crianças e nem para adultos, mas é através dele que se chega a muitos lugares de férias. Portanto, os passageiros, em geral, costumam ser tolerantes com os companheiros de voo.

Inclua a criança em sua viagem preferida
Outra dica para quem vai viajar com crianças é não se aventurar em algum tipo de lazer que ou os pais nunca fizeram, ou já fizeram e não apreciam. Resolver fazer alguma viagem somente para agradar às crianças é carimbar o passaporte de aborrecimentos. 

Um exemplo é acampar. Pais que não têm experiência neste tipo de viagem não devem ceder aos apelos infantis. É preferível mandar os filhos em excursão da escola ou para viajarem com amigos e parentes mais acostumados a este tipo de aventura. 

A recomendação é evitar experimentar uma novidade junto com as crianças. Na viagem com os filhos, a experiência pode ser valiosa. Quando a mãe gosta de museus, fica mais fácil passar às crianças a valor desta atividade e elas acabam não atrapalhando, diferente e do que se pensa. Quanto maior for o entusiasmo dos pais, maior será a chance das crianças apreciarem a viagem.

Variar os programas
A negociação entre os programas que os pais adoram e a programação infantil é outra saída para evitar estresse durante a viagem com os filhos. E isso nem é tão distante do que já acontece no dia a dia de pais e filhos. Caso vá para uma cidade grande, como São Paulo, Paris ou Nova York, lembre-se que crianças moram nestas cidades e certamente não faltarão opções para entreter seus filhos.

Quando as viagens com os filhos são menos urbanas, convém fazer uma lista das opções diferentes da rotina das crianças. Em uma fazenda, por exemplo, ordenhar vacas ou subir em árvores podem ser atividades tão prazerosa quanto ficar horas diante de um jogo eletrônico. Crianças amam novidades, aposte nisso.

Preparar-se para emergências
É claro que ninguém programa uma viagem pensando em doenças ou acidentes, mas é preciso estar preparado. Fazer um plano de saúde quando a viagem é internacional ou checar se o atual plano de seus filhos dispõe de um atendimento no destino da viagem é obrigatório. Essa precaução, aliás, deveria fazer parte do check-list mesmo de adultos. No caso das viagens com os filhos, trata-se de algo imprescindível.

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