Conheça os principais tipos de bullying dos quais seu filho pode ser vítima

Ana Paula Cardoso

Grave problema é comum em escolas, mas que pode também acontecer em outros meios sociais e levar à depressão infantil

Na escola, diversos tipos de bullying atormentam muitas crianças. © iStockphoto.com/avebreakmedia


Muito comum no universo escolar, as agressões morais sofridas por crianças causam muito sofrimento. Embora não sejam exclusivos entre crianças, é nos meios infantis que os diversos tipos de bullying podem complicar o aprendizado ou afetar a socialização.

Em geral, os pais ficam desesperados quando identificam que seu filho vem sendo vítima destas agressões. Mas é preciso, primeiro, tentar entender o que é e como o bullying se estabelece  no convício social entre os pequenos.

“Por definição, bullying é  qualquer atitude ou ação desqualificativa que envolva possíveis danos à integridade física, emocional, moral (difamatória) de um indivíduo”, explica Dr. Joel Rennó Jr, Ph.D e professor colaborador médico do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina de São Paulo (FMUSP).

Tipos mais comuns de bullying

Embora a prática dos mais diversos tipos de bullying não seja exclusiva às crianças, é na infância que os seres humanos têm menos filtro de censura. Pelo estágio do desenvolvimento psicológico menos avançado, as crianças geralmente não medem tanto as consequências de seus atos.

“Elas têm mais fragilidade, tanto no sentido de avaliar a gravidade de suas ações e quanto na busca de ajuda”, esclarece o Ph.D em psiquiatria da FMUSP. O  Dr. Joel Rennó Jr, reforça ainda que o Bullying ocorre em todos os meios e por diversas formas de agressão.

Veja a seguir os mais comuns  tipos de bullying:

  • Cyberbullying. São aqueles virtuais, que ocorrem geralmente em redes sociais. Vídeos, fotos, insultos e até mentiras são publicados na rede e alguns podem, inclusive, “viralizar”. Denúncias e exclusão de perfis são a solução;
  • Bullying físico. Um pouco autoexplicativo pelo próprio nome, trata-se de agressões físicas. Mas não necessariamente precisam machucar o agredido. Puxões de cabelo, cutucões frequentes, empurrões são algumas maneiras de como é praticado este tipo de bullying;
  • Bullying moral ou psicológico. São agressões verbais com o intuito de humilhar e desestabilizar o emocional do agredido. Chamar de gorda, fazer alusões à cor da pele ou dizer que um colega é burro ou rir quando ele não consegue desempenhar uma tarefa são exemplos destes tipos de bullying;
  • Bullying material. Consiste em sumir ou causar danos a objetos pessoais de colegas. Roubar lanches, esconder sapatos ou livros são alguns exemplos;
  • Bullying sexual. A maior parte das vítimas são as meninas. Como em geral se desenvolvem mais rápido que os meninos, e também por conta do machismo arraigado em nossa sociedade, acabam ouvindo comentários sobre seus corpos. Há casos extremos de colegas que tentam lhes levantar as saias.

Protegendo-se contra as agressões

Comportamento agressivo e muito repetitivo, o assédio moral entre crianças pode até levar à depressão infantil. Contra quaisquer tipos de bullying,  especialistas orientam que a melhor maneira de evitar  é orientar os filhos a ignorar as agressões.

“A intenção do agressor é desestabilizar emocionalmente o agredido. Quando não encontra eco, em geral o agressor desiste", diz a psicóloga Helena Monteiro.

Mas se mesmo assim o problema persistir, ou as agressões tomarem proporções incontroláveis - ou chegarem à agressão física - é preciso que os adultos se envolvam. Isso quer dizer, por exemplo, os pais do agredido procurarem os pais do agressor.

Ajuda psicológica para ambas as crianças, a que agride e a que é agredida também são bem-vindas. E caso  os meios amigáveis não resolvam, a direção da escola ou até mesmo a justiça tutelar podem ser procuradas para receber as denúncias.

"Afinal, bullying é considerado crime e uma criança que cometa agressão está em pé de igualdade a um menor infrator de rua, aqueles que assaltam nos sinais de trânsito de algumas cidades brasileiras", endurece a psicóloga.

 

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