Natal nas novas famílias: saiba como conciliar as festas de fim de ano

Ana Paula Cardoso

Com as famílias mosaico, formadas por filhos frutos de diversos relacionamentos, organização e coração aberto são fundamentais

Novas famílias e o Natal: presença de todos deve ser bem-vinda. © iStockphoto.com/purple_queue


Natal aproximando-se e o grande desejo das famílias que celebram a data tradicional é ter uma noite feliz. Mas com as novas famílias, formada de filhos frutos de casais divorciados e dos chamados recasamentos, muitas vezes estruturar como serão as comemorações de fim de ano nem sempre é tarefa fácil.

"O Natal nas chamadas novas famílias exige um exercício de desprendimento. A generosidade em ceder é o ponto de partida. Antes de tudo, os adultos devem pensar prioritariamente nos filhos crianças e adolescentes, que, ao tornarem-se alvo de disputa, acabam sentindo-se frustrados e culpados pela discórdia", explica a psicóloga e terapeuta de família Helena Monteiro. 

Os meus, os seus e os nossos

Após um divórcio, quando há filhos, a eterna discussão em torno de como fazer em datas festivas costuma atormentar as novas famílias. O ideal é tentar conciliar pais e madrastas, mães e padrastos, irmãos e meio-irmãos, ou irmãos que têm irmãos. em comum mas não são irmãos, e por aí vai.

"Meus filhos têm uma irmãzinha do segundo casamento da minha ex-mulher. Aos 5 anos, a menina manifestou ficar triste em passar o Natal longe dos irmãos. Abri as portas da minha casa para ela, numa combinação aceita pelo pai", conta Daniel Lebret, comerciante e pai de dois filhos adolescentes.

A atitude de Daniel é um exemplo clássico dos novos arranjos familiares na Noite de Natal. No entendimento da psicóloga Isabela Rosa, nem sempre é fácil passar por cima de disputas ou mágoas passadas. Mas, principalmente quando houver crianças, é preciso ser flexível.

"O preço da liberdade de poder desfazer um casamento que não deu certo é ter que lidar com as chamadas famílias mosaico. Portanto, a tolerância é a palavra de ordem.  Sugiro às novas famílias aceitarem os novos membros com afeto e solidariedade. Nada mais adequado para seguir o espírito natalino", completa a psicóloga.

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