Saiba tudo sobre o exame de translucência nucal

Fernanda Lima

Importante exame, feito no primeiro trimestre da gravidez, o ultrassom com translucência nucal pode indicar se o bebê tem alguma síndrome ou doença grave

Tire suas dúvidas sobre o exame de translucência nucal. © iStock/AlexRaths


Durante a gravidez, a gestante deve realizar uma série de exames para avaliar o desenvolvimento do bebê. Um deles é a translucência nucal, feito durante o ultrassom morfológico. O teste, efetuado no primeiro trimestre de gestação, pode indicar se o bebê vai ter síndrome de Down, síndrome de Edwards, problemas cardíacos, entre outras doenças. 

Segundo o Dr. Alberto Guimarães, ginecologista e obstetra, o exame se faz na nuca do feto com a ajuda do exame de ultrassonografia abdominal, e deve ser realizado por médico especialista em medicina fetal. O médico frisa que pode ser necessário complementar o exame com o ultrassom transvaginal.

A translucência nucal também proporciona verificar com mais precisão a idade gestacional da mulher, facilitando o acompanhamento do crescimento fetal.

Qual é a eficácia do teste da translucência nucal? 

Quando estão presentes malformações ou doenças genéticas, o feto tem tendência a acumular líquido na região da nuca, por isso, se a medida da translucência nucal estiver aumentada, igual ou superior a 2,5 mm, significa que pode estar havendo alguma alteração no seu desenvolvimento.

A translucência nucal nunca deve ser avaliada sozinha: outros marcadores também são muito importantes, e, quando avaliados em conjunto, chegam a a um diagnóstico com 98% de acerto. Esses marcadores são:

  • Idade materna. Os riscos de má formação aumentam caso a gestante tenha mais de 35 anos;
  • Histórico familiar da paciente. Deve ser levado em conta o fato de haver casos de síndromes e doenças cardíacas na família;
  • Alteração no exame bioquímico (PAPP-A e Beta HCG livre).  Nos casos de síndrome de Down não detectados pela medida da translucência nucal, cerca de 50% são identificados análise bioquímica da gestante. Esses componentes bioquímicos podem ser dosados antes, durante ou após a ultrassonografia;
  • Ausência de osso nasal. O osso nasal, geralmente, está ausente nos casos de síndromes;
  • Alteração no fluxo do ducto venoso e refluxo tricúspide. Essas alterações podem indicar algum tipo de doença cardíaca e também que o feto tenha síndrome de Down, já que grande parte das crianças com a síndrome apresenta problemas cardíacos.

A análise desses dados e do histórico da paciente será feita pelo médico, que pedirá exames complementares se necessário.

O que fazer se o bebê tem translucência nucal aumentada?

Caso o exame dê alterações, é importante conversar com um profissional da área de medicina fetal e fazer um aconselhamento genético. "Sempre podemos aprofundar a investigação, mas a paciente deve estar ciente das limitações dos métodos e dos riscos”, destaca.

No entanto, a alteração no exame não é sinônimo de que a criança terá síndrome de Down. Um valor de líquido acima da média representa que o risco do bebê desenvolver essa doença é "normal". Já o valor normal indica uma diminuição da possibilidade, mas não garante que as doenças não surgirão. É por isso que quando se verificam valores menos comuns, é recomendado que se efetuem outros exames.

Vale lembrar que, mesmo que o ultrassom morfológico fetal do primeiro trimestre esteja normal, a gestante deverá manter o acompanhamento pré-natal e a realização dos demais exames ultrassonográficos, principalmente o ultrassom morfológico fetal do segundo trimestre (que deve ser feito entre 20 a 24 semanas de gestação).

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