Aulas de spinning mais modernas

Daniel Navas

Com a evolução da tecnologia, o famoso spinning ganhou simulador que permite projetar, com mais precisão, os dados sobre o treino de cada aluno

As aulas de spinning com maior tecnologia monta uma espécie de competição positiva entre os praticantes. © iStockphoto.com/g-stockstudio

 

Já não é de hoje que as aulas de spinning fazem bastante sucesso. Afinal de contas, a cada 30 ou 50 minutos de aula, a aluna sai suada e com muitas calorias derretidas. E para potencializar ainda mais as pedaladas, a tecnologia está sendo usada a favor do desta modalidade de treino.

Recentemente, algumas academias têm investido em softwares e simuladores capazes de passar, em tempo real, o valor calórico, potência e batimentos cardíacos de quem pratica o spinning “A diferença é um medidor de potência em cada bicicleta e um software que permite, via wi-fi, coletar as métricas de cada aluno e projetar estas informações em dois telões”, explica Gilberto Ambrogi, orientador físico da academia Bio Ritmo, em São Paulo. 

O spinning com mais motivação

Com o auxílio do gadget, os alunos podem ter um comparativo de melhora do desempenho. Seja entre uma aula e outra, ou em tempo real. Durante a aula, a aluna também se sente muito mais motivada a estabelecer melhores metas para si mesmo.

"Também acontece uma interação entre as participantes da aula, como uma competição (positiva) entre elas”, aponta Vanessa Branco, orientadora física da academia Bodytech, em São Paulo.

Este software torna a experiência da aula de spinning mais real, juntamente com recursos de luz e som para criar uma experiência diferenciada para as alunas.

“O uso da potência como medida da intensidade permite ainda uma grande variedade de estímulos. E com uma precisão muito maior do que anteriormente, quando só usávamos frequência cardíaca e percepção de esforço. A bicicleta é programada com as informações pessoais, para individualizar o treinamento”, afirma Ambrogi.

Como funciona o simulador

Algumas academias usam aplicativos, com os quais os alunos fazem o login e marcam o número da bike na qual farão a aula. Já outras, têm um sistema que se conecta automaticamente às bicicletas e ambas projetam os resultados nos telões. 

E além dos parâmetros de desempenho, o simulador da aula de spinning também mostra as calorias gastas durante e após o término da aula e a potência usada para pedalar. (A potência é individual e encontrada por um teste específico, feito pelos professores no começo das aulas).

“O aluno fica realmente muito motivado a querer melhorar essas metas. Sem esquecer que ele pode fazer o comparativo desses resultados todos online, via aplicativo ou notebook”, acrescenta Vanessa.

A balança agradece

A queima calórica das aulas de spinning são relativamente iguais, mas, com todas essas funções, a aluna fica muito mais empolgada e acaba pedalando mais forte, rápido e com mais carga.

Consequentemente a perda calórica aumenta. “O gasto calórico numa aula com o simulador varia de 400 a 650 kcal. Depende muito do condicionamento e do biotipo da aluna”, finaliza a orientadora física.

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