Corrimento vaginal pode ser infecção

Jessica Krieger

Nem todo o corrimento é sinal de que algo está errado. Porém é preciso atentar nas características que alertam para um desiquilíbrio na região íntima

 

É preciso estar atenta a cor, cheiro e volume do corrimento antes de procurar um especialista.

 
Toda mulher já se deparou com manchas mais brancas ou amareladas na calcinha em algum momento da vida. E isso é normal. O corrimento vaginal pode indicar que algo está errado somente se apresentar uma cor mais escura e mudança no odor e volume. Ainda mais se junto com essas alterações surgirem outros sintomas como coceiras, dores e até mesmo desconforto durante as relações sexuais.
 
Pode-se dizer que um corrimento normal é aquele na cor branca e um pouco amarelado que acompanha o ciclo menstrual e que, no meio dele, caracteriza-se por um aspecto parecido com uma clara de ovo. O que, na verdade, é o muco cervical, não corrimento. Mas, se aparência for outra, é preciso ficar alerta. 
 
“Em geral, o corrimento ocorre devido a um desequilíbrio entre a flora bacteriana que está presente normalmente na vagina (Lactobacillus sp principalmente) e outras espécies de bactérias e fungos. Estes agentes podem levar à doença inflamatória pélvica - infecção da cavidade uterina, trompas e ovários, que pode causar até infertilidade”, afirma a médica ginecologista Daniella De Grande Curi. 
 
Esse desequilíbrio pode causar doenças como a candidíase, uma infecção caracterizada pelo crescimento excessivo de certos tipos de fungos. “No verão, por exemplo, a candidíase é mais frequente devido ao uso de biquínis e roupas úmidas que favorecem a proliferação e manutenção dos fungos” explica a ginecologista. 
 
Falta de higiene íntima, relações sexuais sem o uso do preservativo e utilização de produtos que contêm alergênicos, como perfumes, espumas, entre outros, podem igualmente provocar corrimentos, de acordo com Daniella De Grande Curi.
 
Se o corrimento for abundante, é importante procurar um médico para avaliar a causa e realizar o tratamento adequado. Em geral, os especialistas recomendam uso de cremes específicos ou óvulos vaginais para casos mais simples. Nos mais complexos, o uso de antibióticos é necessário para a mulher e também para seu parceiro. 
 
Para evitar esse tipo de problema, as mulheres devem evitar roupas íntimas úmidas ou muito apertadas por longos período de tempo. Uma boa higiene local também protege contra fungos e bactérias responsáveis pelo desenvolvimento de doenças. “O uso da camisinha é essencial nesse sentido porque evita a contaminação por patógenos como a Chlamydia, Neisseria, além do virus HIV e hepatites”, finaliza. 
 
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