Doenças sexualmente transmissíveis: conheça as mais comuns e saiba como evitar

Etiene Resende
Descubra quais são as DSTs com maior risco de contágio para as mulheres e proteja-se melhor delas

O sexo protegido ainda é a principal maneira de se proteger contra as DSTs.


Mesmo com o acesso mais  fácil à informação, muitas pessoas ainda têm dúvidas em relação às Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), o que acaba aumentando o risco de contaminação.  Existem diversas DSTs e as mulheres têm sido vulneráveis à contaminação. 

Seja a AIDS em mulheres ou outras anomalias, algumas têm de tratamentos simples e definitivos, enquanto outras não têm cura. De acordo com o ginecologista e diretor da Clínica Vivitá, Georges Fassolas, entre as doenças sexualmente transmissíveis mais frequentes no Brasil é possível destacar a sífilis, clamídia, gonorreia, HIV, herpes genital e HPV.

Como detectar DSTs

Em primeiro lugar, é importante estar sempre atenta a qualquer alteração no aspecto ou odor no órgão genital. Este tipo de auto-observação ajuda a detectar alguns sinais mais rapidamente e levar à imediata procura de um ginecologista. 

“Os sinais e sintomas mais frequentes das doenças sexualmente transmissíveis são corrimento vaginal (e, no caso dos homens, corrimento uretral); lesões genitais, como verrugas e vesículas; dor e ardência na região genital”, destaca o especialista.

Georges Fassolas ressalta ainda que é preciso dar a devida importância para as DSTs, pois na ausência de um cuidado médico imediato pode levar a  problemas mais sérios.  “Sempre que qualquer um desses sinais e sintomas surgir, um médico ginecologista deverá ser procurado, para uma avaliação que permita o tratamento adequado”, reforça o médico.

Como evitar as DSTs

Pela importância e seriedade das doenças sexualmente transmissíveis e, principalmente, pela quantidade de informação que circula sobre elas, não deveria existir desculpas para não se prevenir. Acontece que muitas pessoas continuam acreditando que nunca vai acontecer com elas e não tomam os devidos cuidados

Os especialistas são categóricos: a prevenção ainda é a melhor maneira de evitar as DSTs. “A principal e mais importante medida para se evitar doenças sexualmente transmissíveis é a utilização de métodos de barreira, como as camisinhas masculina e feminina”, conclui o ginecologista.

DSTs mais comuns

Sífilis

É uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum. O problema se manifesta em três estágios e os sintomas mais agudos ocorrem nas duas primeiras fases (quando a doença é mais contagiosa). Por ser assintomática no terceiro estágio, a sífilis gera uma falsa impressão de que foi curada. Entre os principais sintomas, podemos destacar pequenas feridas nos órgãos sexuais e caroços nas virilhas (ínguas), que surgem entre a 7 e 20 dias após o sexo desprotegido com alguém infectado.

Clamídia

Doença sexualmente transmissível mais comum no mundo inteiro, é silenciosa e atinge homens e mulheres. Há tratamento simples e os primeiros sintomas aparecem de uma a três semanas após a exposição à bactéria. Os mais comuns são ardência ao urinar, dor abdominal, corrimento vaginal, dor na penetração durante o ato sexual, sangramento intermenstrual e após a relação sexual. Em alguns casos há dor ou secreção retal.

Gonorreia

É uma doença sexualmente transmissível  que pode afetar o sistema reprodutor feminino, incluindo as tubas uterinas, o útero e o colo do útero. É uma patologia que nem sempre apresenta sintomas, mas quando ocorrem podem ser vistos facilmente na região genital. 

Entre os sinais, o aumento no corrimento vaginal, que passa a ter cor amarelada e odor desagradável. A dor e ardência ao urinar, o sangramento fora do período menstrual, as dores abdominais e a dor pélvica também estão na lista de possíveis indícios de gonorreia;

HIV

Esta é a sigla em inglês para o chamado vírus da imunodeficiência humana, que é conhecido por ser o causador da Aids. Ele ataca o sistema imunológico do corpo, responsável por defender o organismo de doenças. 
O HIV é um retrovírus, classificado na subfamília dos Lentiviridae, apresentando um período de incubação prolongado antes do surgimento dos primeiros sintomas da doença. 

Neste período ocorre a infecção das células do sangue e do sistema nervoso, além da supressão do sistema imune. É importante lembrar que ter o HIV não é a mesma coisa que ter a AIDS, pois existem muitos soropositivos que vivem por anos sem apresentar qualquer sintoma e, principalmente, sem desenvolver a doença. 

Mesmo nestes casos a doença pode ser transmitida a outras pessoas em relações sexuais desprotegidas, compartilhamento seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação. É importante fazer o teste regularmente, principalmente após relações sexuais sem os devidos cuidados. 

Herpes genital 

Trata-se de DST transmitida por vírus, atacando a pele ou as membranas mucosas dos genitais. Ela é causada por dois vírus distintos: o do herpes simples Tipo 1 (HSV1) e o vírus do herpes simples Tipo 2 (HSV-2). O primeiro pode se espalhar da boca e genitais durante o sexo oral, enquanto o segundo é mais comum na vagina. 

O herpes genital também uma doença muitas vezes silenciosa, apresentando, em alguns casos. os seguintes sintomas: dores e irritação que surgem de dois a 10 dias após o contágio; manchas vermelhas e pequenas bolhas esbranquiçadas; úlceras na região dos genitais, que podem até mesmo sangrar e causar dor ao urinar; e cascas que se formam quando as úlceras cicatrizam.

Já nos primeiros dias a pessoa pode apresentar sintomas parecidos com os da gripe, como apetite reduzido; febre; mal-estar geral; dores musculares na parte inferior das costas, nádegas, coxas ou joelhos; linfonodos (gânglios linfáticos) aumentados e sensíveis na virilha durante uma crise; dor ao urinar; corrimento vaginal ou mesmo dificuldade para esvaziar a bexiga. 

HPV

Esta é a sigla em inglês para designar o Human Papiloma Virus, que se manifesta na pele e nas mucosas dos seres humanos, entre elas a vulva, vagina, colo de útero e pênis. Ainda não há cura para a doença, mas ela pode ser controlada com o tratamento adequado. É importante lembrar que, quando não é tratado, o HPV  pode ser uma das causas do desenvolvimento do câncer de colo do útero (99% dos casos) e do câncer de garganta

Em alguns casos, o distúrbio apresenta sintomas como o aparecimento de verrugas genitais na vagina, pênis e ânus; prurido; queimação; dor e sangramento vaginal. Ele pode se espalhar rapidamente, se estendendo ao clitóris, ao monte de Vênus e aos canais perineal, perianal e anal. 

As lesões também podem aparecer na boca e na garganta do homem e da mulher. Há casos em que os sintomas do HPV não são visíveis a olho nu, se manifestando como lesões no colo do útero.

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