Conheça os tipos de cistos na mama e saiba quais são perigosos

Etiene Resende
A falta de informação muitas vezes leva algumas mulheres a se desesperarem quando percebem um cisto na mama, mas nem sempre são malignos

A maioria dos cistos na mama são benignos e não oferecem riscos.


Vale sempre o alerta para que mulheres de todas as idades façam o autoexame da mama, principalmente a partir dos 21 anos. A orientação para quando se percebe qualquer alteração é de procurar um especialista para averiguar e realizar um diagnóstico preciso. Entretanto vale lembrar que alguns cistos na mama são bastante comuns e não representam riscos para a mulher.

Cisto na mama

O ginecologista Fábio de Almeida explica que os cistos na mama – também chamados de cistos mamários - são bastante comuns. “Trata-se de uma alteração benigna que surge na maioria das mulheres, geralmente em uma faixa etária entre 15 e 50 anos. Eles possuem como principal característica a presença de líquido no interior, podendo aumentar seu tamanho no período menstrual e diminuir em seguida”, afirma.

O especialista destaca que de maneira geral estes cistos não causam dor alguma e muitas vezes nem são percebidos pelas mulheres, ou apenas quando crescem. “É importante lembrar que não há comprovação alguma de que os cistos mamários possam evoluir para o câncer”. 

Causas

De acordo com Fábio de Almeida, os cistos são causados por uma alteração funcional benigna da mama, também chamada de displasia mamária. Ela apresenta uma dor cíclica, que vai depender da ação dos hormônios ovarianos, ocorrendo principalmente no período pré-menstrual.

Há também outro tipo de cisto, que apresenta conteúdo espesso, provocado por uma dilatação ductal que acaba por acumular material gelatinoso, mas também não oferece riscos. Já os cistos que apresentam material sólido em seu interior podem ser preocupantes

Estes cistos com conteúdo sólido são geralmente diagnosticados como papiloma intracístico (este benigno) ou de carcinoma papilífero (neste caso, maligno), ocorrendo também pelo acúmulo de secreções naturais da mama em determinados pontos. A diferenciação deste em relação aos demais tipos somente poderá ser feita por meio de ultrassonografia.

Diagnóstico e tratamento

O fato de não serem percebidos apenas pelo toque leva à necessidade de que sejam feitos exames específicos para identificá-los. “Por meio de uma ultrassonografia da mama ou mesmo da mamografia é possível fazer um diagnóstico destes cistos, sendo indicado a seguir o tratamento mais adequado de acordo com cada caso”, explica.

Por se tratarem de alterações naturais e não malignos em sua maioria, geralmente não necessitam de um tratamento específico. Nos casos mais complicados, em que a dor e os incômodos começam a prejudicar a rotina da mulher, é possível intervir. “Pode ser realizada uma punção com agulha fina no cisto quando ele atinge um tamanho maior, retirando o líquido acumulado em seu interior e gerando uma sensação de alívio”, destaca o ginecologista.

Já no caso do cisto com material sólido o tratamento somente poderá ser feito por meio de procedimento cirúrgico, com a retirada do cisto. Por isso é sempre muito importante buscar um diagnóstico mais completo para entender melhor cada caso.

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