Descubra as causas da coceira na vagina e veja dicas de como evitar

Etiene Resende

Apesar de ser considerado um problema de simples resolução na maioria dos casos, a coceira vaginal pode também indicar a presença de doenças mais graves

Coceira vaginal pode ser evitada com atitudes simples.

 

Por se tratar de uma área bastante sensível do corpo, a região genital feminina está sempre muito suscetível ao aparecimento de incômodos, como a coceira na vagina, por exemplo. Este é um problema bastante recorrente e que pode tirar a tranquilidade das mulheres.

De acordo com a ginecologista Maria da Assunção de Medeiros, trata-se de um incômodo comum e não há necessidade de grande preocupação. “A coceira na vagina é também conhecida como coceira vulvar ou prurido vulvar e muitas vezes está ligada às características que são próprias desta região do corpo feminino, não trazendo riscos para a saúde da mulher”, afirma a especialista.

 

Causas da coceira vulvar

A ginecologista explica que a coceira na vagina é, de maneira mais simplificada, a consequência de uma irritação ou mesmo infecção na região. “Isso pode ser causado tanto por um fungo ou bactéria que tenha se instalado no órgão genital quanto por alguma doença sexualmente transmissível (DST), por exemplo. Por isso o melhor a se fazer é consultar um especialista para que seja feito um diagnóstico mais seguro”, reforça. Entre as causas mais comuns é possível destacar:

  • A candidíase, que é muito comum, sendo causada por um microrganismo chamado Candida albicans que já está presente na flora vaginal, mas que pode se desenvolver de maneira exagerada quando há um desequilíbrio nesta flora.
  • O uso de produtos químicos irritantes, como sabonetes, cremes, o lubrificante dos preservativos, entre outros.
  • A vaginose bacteriana, que é quando uma bactéria ou fungo se instala na vagina e causa um desequilíbrio na flora vaginal, levando assim a uma infecção na região. Alguns fatores podem levar ao desenvolvimento deste problema, entre eles podemos destacar a gravidez, o diabetes, baixa no sistema imunológico e até mesmo o uso de antibióticos e a menopausa.
  • DSTs, como a clamídia, gonorreia e herpes genital, mas que geralmente surgem com outros sintomas como feridas, corrimento, verrugas ou sangramento no local.

Há ainda um problema mais raro, conhecido como líquen escleroso, que também pode gerar a coceira na vagina, sendo caracterizado por manchas esbranquiçadas que surgem no entorno da vulva. São mais comuns em mulheres que acabaram de passar pela menopausa e pode deixar uma cicatriz permanente.

 

Tratamento

Como há diversas causas possíveis, o tratamento vai depender do diagnóstico. “O profissional está orientado a eliminar os fatores geradores do problema, tratando ao mesmo tempo o sintoma, que é a própria coceira e aliviando o incômodo”, explica a ginecologista.  

Entre os medicamentos mais comuns indicados pelos médicos para tratar a coceira na vagina – apenas o sintoma – estão: ClindaminC, Clocef, Fluconazol e o Metronidazol. “Mas nenhum medicamento deve ser ministrado sem a orientação médica, pois pode esconder um sintoma de outra doença ou mesmo piorar o problema”, alerta Maria da Assunção de Medeiros.

Vale lembrar que na maioria dos casos os tratamentos são bem simples, exceto nos casos em que há um fator gerador mais grave, como a diabetes e as DSTs clamídia, gonorreia e herpes genital. Nestes casos o foco principal será combater as doenças para eliminar o sintoma.

 

Dicas de como evitar 

Ninguém merece conviver com estes incômodos e o melhor a se fazer é mesmo prevenir o seu aparecimento. Algumas atitudes e mudanças nos hábitos diários podem fazer muita diferença neste sentido e ajudar a manter a saúde da região vaginal. Veja algumas dicas da ginecologista.

  • Evite usar roupas muito apertadas na região da vagina, pois elas podem ajudar a elevar a temperatura da região genital e contribuir para o desequilíbrio que provoca irritações.
  • Ao fazer a higiene íntima, opte por produtos sem perfume e que sejam exclusivos para esta região do corpo, uma vez que alguns produtos contêm aditivos químicos que podem prejudicar a região.
  • O uso da ducha vaginal também deve ser cauteloso, pois um aumento da frequência deste hábito pode prejudicar o equilíbrio da flora vaginal e provocar irritações, entre elas a coceira.
  • A prática de sexo sem os devidos cuidados, entre outros riscos que traz para a saúde e para a vida, pode também gerar infecções ou irritações que levam a coceira na vagina. Por isso a recomendação é de que a camisinha seja usada em qualquer circunstância.

"O mais importante é sempre a mulher conversar com o seu ginecologista sobre qualquer alteração que possa surgir na região genital, para que um problema pequeno possa ser resolvido imediatamente, antes mesmo de se tornar algo mais grave", conclui a especialista.

 

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