Confira 7 mitos e verdades sobre a pílula anticoncepcional

Ana Paula Cardoso

Especialista esclarece sobre afirmações comuns ao método contraceptivo e reforça como a pílula anticoncepcional pode ser usada a seu favor

Pílula anticoncepcional tem muitos benefícios e alguns mitos ao redor de seu uso.

 

Método mais eficaz para evitar a gravidez, a pílula anticoncepcional foi criada em 1960 e é considerada como a grande representante da revolução sexual que mexeu com as estruturas em relação ao comportamento das mulheres. 

A partir do uso destas pequenas doses diárias de hormônios que inibem a fecundação, elas passaram a decidir quando querem ter filhos. Não por acaso, o 'remedinho', como é carinhosamente chamado por algumas mulheres, é cada vez mais presentes nos necessaires femininos.

Por outro lado, a pílula anticoncepcional ganhou também status de vilã em algumas situações. Muitas mulheres atribuem a dificuldade de engravidar ao longo período de utilização do método. Ainda costuma-se associar ao uso da pílula problemas como inchaços e ganho de peso.

 

Desmistificando a pílula anticoncepcional

Para esclarecer alguns mitos e verdades a respeito da pílula anticoncepcional, o Dr. Paulo Marinho, ginecologista-obstetra e gerente médico no Grupo Perinatal, listou alguns mitos e verdades comumente associados ao uso da pílula anticoncepcional. 

Confira a seguir.


1. Causa infertilidade?

Segundo Dr. Paulo, a pílula não deve se tornar a vilã nesta história. Os contraceptivos, em geral, levam a maior liberdade sexual e, com isso, algumas mulheres acabam expondo-se mais aos riscos de processos infecciosos que podem comprometer a fertilidade, como clamídia, gonorreia e outras Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs). "O uso do preservativo, sim, diminui o risco destas  infecções e pode ajudar a preservar mais a fertilidade. Concluindo, a pílula não causa infertilidade”, afirma o Dr. Paulo Marinho. 

 

2. Quando parar antes de engravidar?

“É muito difícil precisar, inclusive para quem não faz uso da pílula. A média para uma mulher saudável engravidar é em torno de oito meses, mas isso varia individualmente”, explica o médico. Pode-se levar de oito minutos até oito anos, por exemplo. É importante que, antes de suspender o método contraceptivo, o casal que quer engravidar faça uma avaliação pré-concepcional, com exames clínicos e laboratoriais.

 

3. Engorda e deixa inchada?

Os efeitos da pílula no corpo variam de organismo para organismo. “Por isso, é muito importante não fazer uso de contraceptivo sem orientação médica. Cabe ao ginecologista identificar se a mulher não tem nenhum fator que contraindique o seu uso e ajudar a encontrar a que seja mais adequada para ela”, afirma o gerente médico do grupo Perinatal.

 

4. Falha?

Segundo o médico, o índice de falha deste método contraceptivo é muito baixo, sua eficácia é acima de 99,5%. A maior causa de gestação em uso de contraceptivo é o uso incorreto, especialmente na sua introdução inicial. A orientação do médico é fundamental, especialmente para constatar que a mulher não está grávida antes do início da pílula.

 

5. E quando a grávida que toma pílula

“Normalmente nada acontece quando a mulher está grávida sem saber e continua a tomar a pílula, visto que são hormônios femininos", diz Dr. Paulo”.

 

6. Os hormônios da pílula e o desenvolvimento do bebê

Os hormônios utilizados nas pílulas antes da gestação não estão associados com problemas fetais, mas a utilização de hormônios durante a gestação não é indicada, pois não há  benefício algum para mãe e bebê. "Existem algumas situações próprias da gestação em que o uso de hormônio pode ser útil, mas não são os mesmos hormônios da composiççao das pílulas”, ressalta o especialista.

 

7. Pílula do dia seguinte

A pílula do dia seguinte é chamada de contracepção de emergência e, segundo o médico, o primeiro termo deveria ser abolido, por dar a impressão que pode-se aguardar até o dia seguinte paar tomá-la. "Quanto mais próximo da relação na qual houve o acidente, mais chances há de dar certo o medicamento", afirma o especialista. Não se deve deixar para depois se a intenção é não engravidar. Quanto às sequelas no bebê, caso já esteja grávida, não é algo descrito e parece ser seguro. A pílula do dia seguinte também não é abortiva.

"Assim que for usada, a mulher e seu parceiro devem fazer uso de preservativo até que a menstruação se restabeleça, o que pode levar de duas a três semanas. Somente quando voltar a menstruação é que se reinicia uma nova cartela ou outro método (se for este o caso), conforme orientação médica", orienta  o Dr. Paulo Marinho.

Copyright foto: iStock

Leia também:

Anúncio google

Nenhum comentário disponível sobre este assunto