Saiba como funciona a tabelinha, um dos mais antigos métodos contraceptivos

Etiene Resende

O princípio da tabelinha é determinar os dias do ciclo menstrual em que se deve evitar ter relações sexais

Tabelinha tem como principal vantagem o fato de que não interfere no ciclo menstrual da mulher.

 

Atualmente são inúmeras as opções de métodos contraceptivos existentes, cada um com sua particularidade, características, benefícios e impactos na saúde da mulher. Entre elas se destaca a tabelinha, também chamada de método de Ogino-Knaus, método rítmico ou calendário.

Um dos mais antigos métodos contraceptivos, a tabelinha consiste em analisar o ciclo menstrual e evitar ter relações sexuais durante o período fértil.  Entretanto, diante da facilidade dos novos contraceptivos, este método é cada vez menos utilizado. 

“O fato de se tomar um comprimido por dia, ou mesmo da aplicação do anticoncepcional e isso valer por períodos mais longos, por exemplo, se contrapõe à necessidade de se fazer cálculos do ciclo menstrual, levando cada vez mais mulheres a optarem pelos métodos mais modernos”, explica o ginecologista Bruno Fernandes Gouveia.

 

Vantagens da tabelinha

Para o ginecologista, este método possui grandes vantagens em relação aos demais do ponto de vista biológico. “Ele permite que a mulher conheça melhor seu próprio corpo e ainda não apresenta nenhuma contraindicação ou mesmo efeitos colaterais”, explica.

Ainda segundo o especialista, somente o fato de não interferir na produção natural de hormônios do corpo já traz muitos benefícios para a mulher. “São muitos os relatos de quem tomava pílulas anticoncepcionais e não conseguiram se adaptar, por exemplo, bem como os casos onde o contraceptivo gerou efeitos desagradáveis no corpo da mulher, sendo aconselhada a interrupção imediata”, destaca.

“A desvantagem do método tabelinha é que exige muita disciplina para que funcione corretamente”, afirma, lembrando também que a tabelinha também não protege contra a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), reforçando a importância do uso da camisinha.

Ainda de acordo com o especialista, atualmente método é também muito utilizado por mulheres que querem engravidar. “A tabelinha exige que a mulher observe seu ciclo menstrual por um longo período e isso contribui para que ela saiba qual é o seu período fértil. Com isso, se ela quer ou não engravidar, a decisão sobre quando ter a relação sexual deverá ser tomada de acordo com o calendário”, destaca.

 

Como funciona a tabelinha?

O primeiro passo para se fazer a tabelinha é utilizar o calendário, onde serão anotadas as informações referentes à duração de cada ciclo menstrual, mês a mês, durante um período de 6 a 12 meses. Vale lembrar que o ciclo menstrual se inicia no primeiro dia da menstruação e termina um dia antes do próximo período menstrual.

Com estas anotações em mãos a mulher deve observar qual foi a duração do ciclo menstrual mais longo e também o mais curto. Em seguida, uma conta simples dará a informação mais valiosa para a eficácia deste método: subtraia 11 (dias) do período mais longo e 18 (dias) do mais curto. 

O intervalo de dias que se encontra entre os dois resultados é o período fértil da mulher. “Caso ela queira engravidar, este é o momento ideal. Se não for esta a ideia, melhor evitar ter relações sexuais nestes dias, pois os riscos de engravidar são elevados”, explica Gouveia. 

Exemplo:

Ciclo mais curto: 27 dias - 18 = 9

Ciclo mais longo: 30 dias -11 = 19

Desta forma, o período fértil da mulher é entre o 9º e o 19º dia do ciclo menstrual. 

É importante ressaltar que a consulta de rotina a um especialista é importantíssima para a manutenção da saúde da mulher, momento em que também poderão ser esclarecidas todas as dúvidas sobre métodos contraceptivos e fertilidade.

 

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