10 mitos e verdades sobre absorventes

Fernanda Lima

Você sabe usar o absorvente corretamente? Os especialistas esclarecem as principais questões

Absorvente deve ser trocado a cada 4 horas. © iStock


A mulher se depara com cada vez mais opções de absorventes. Há desde os populares tampão e absorvente externo (que existem em diversos tamanhos) até a esponja absorvente e coletor menstrual, passando pelo protetor diário.

E além da dificuldade de escolher o absorvente ideal, é normal surgirem dúvidas: qual o tempo ideal de uso de cada um? Qual absorvente é indicado para fluxo intenso? Ou, o absorvente interno pode ser usado na praia?

Para esclarecer as principais questões sobre o uso do absorvente, confira, segundo os ginecologistas o que é ou não verdade.

Mitos e verdades sobre o uso de absorvente

1 - É interessante testar vários modelos de absorventes

Verdade! A mulher tem a sua disposição diversas marcas, tipos e tamanhos de absorventes. Ao testá-los ela irá encontrar aquele que atende às suas necessidades, sem causar alergia ou qualquer outro tipo de desconforto.

2 - O absorvente, de modo geral, deve ser trocado a cada 4 horas

Verdade! A orientação dos ginecologistas é que o absorvente seja trocado, no máximo, a cada 4 horas. Para mulheres como fluxo intenso esse tempo pode ser ainda menor, de 2 horas. “Ficar com o absorvente muito tempo pode ocasionar odor desagradável, alergias, proliferação de bactérias e infecções na vagina”, alerta o ginecologista Alberto Guimarães.

3 - Não é indicado o uso de absorvente perfumado

Verdade! Segundo o ginecologista este tipo de produto não é recomendado já que pode causar irritações ou alergias e aumentar a chance de infecções bacterianas. "O perfume engana e não elimina o cheiro característico do sangue. O modelo pode causar ainda secura e argência vaginal", ginecologista, obstetra e especialista em reprodução humana Rodrigo da Rosa Filho.

4 - Mulher virgem não pode usar absorvente interno

Mito! “Não há nenhum risco de romper o hímen desde que ela siga as orientações de uso do fabricante e adquira o produto do tamanho ideal para ela”, explica o ginecologista Guimarães. 


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5 - Não tem como saber se o absorvente interno está no lugar certo

Mito! Seguir as orientações do fabricante ajuda no encaixe do absorvente, no entanto o mais importante é a mulher se sentir bem com ele. Qualquer sinal de desconforto é um alerta de que o absorvente interno não está no local correto.

6 - O absorvente interno pode ser usado na praia ou na piscina

Verdade! A vantagem do absorvente interno é descrição, podendo ser usado até mesmo com biquíni. “A única desvantagem é que no uso em praia e piscina ele deve ser trocado em um período mais curto”, diz Guimarães. O indicado é a cada 2 horas no mínimo ou ao sair da água.

7 - A mulher não pode ter relação sexual usando o absorvente interno

Depende. Com o absorvente interno comum não é recomendado. “Ele pode machucar a mulher e ser empurrado mais para dentro da vagina durante a relação, sendo que depois fica difícil retirar”, explica Guimarães.

No entanto, existe no mercado um absorvente interno similar a uma esponja. “Ele é mais maleável, evitando complicações no ato sexual. Mas isso é a mulher que vai analisar se é confortável fazer o uso dele e ter relações sexuais ou não” conclui Filho.

8 - Dormir com o absorvente interno é seguro

Mito! A prática não é aconselhável, considerando que passar muitas horas com o tampão aumenta a chance de proliferação de bactérias. “O que deve ser avaliado é a intensidade do fluxo e o conforto. Se a mulher quiser usá-lo deve colocar o absorvente interno na hora de dormir e retirá-lo logo que acordar”, explica Guimarães.

9 - Absorvente interno evita vazamento

Verdade! Se bem colocado ele evita vazamentos até de mulheres com fluxo intenso. "Como ele se adapta as paredes vaginais a absorção é muito mais fácil", diz Filho.

10 - O uso do protetor diário é importante para higiene íntima no dia a dia

Mito! “Usar o protetor diário com frequência aumenta a temperatura local e a umidade, além de facilitar alterações na flora vaginal com eventuais infecções. Por isso, não é indicado seu uso contínuo”, diz o ginecologista. O ideal é fazer uso do protetor diário apenas no início ou no final da menstruação, finaliza Guimarães.

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