8 semanas de gravidez

Bruna de França
Com oito semanas de gravidez, grande parte dos órgãos do bebê está constituída

O corpo da mãe 

Esta semana, o hormônio ßHCG alcançará a sua taxa mais alta e o mal-estar será cada vez mais frequente. Outros sintomas podem se sobrepor aos já existentes: 
  • Sensação de mal-estar, frequentemente no fim da manhã, causada, provavelmente por hipoglicemias;
  • Constipação, em decorrência do funcionamento lento do aparelho digestivo;
  • Salivação é excessiva (que pode durar até o 5° mês);
  • Pernas pesadas, o que se deve a uma má circulação do sangue. Para evitar o problema, ande todos os dias cerca de 30 minutos;
  • Formigamentos nos braços, às vezes de madrugada, em função da compressão de uma raiz nervosa. Não hesite em fazer movimentos para estimular a circulação sanguínea e escolha outra posição;
  • Câimbras frequentes, devidas a uma carência de vitamina B ou magnésio.

O útero está crescendo, alargando-se para acomodar o embrião. Em breve, a cintura irá se expandir e as mudanças no corpo serão visíveis. Os cabelos ficarão mais brilhantes. Já a pele, apesar da aparência viçosa, tem sua pigmentação aumentada, o que pode ocasionar o surgimento de manchas, especialmente na região do rosto. Não se preocupe, pois, após a gravidez, tudo isso desaparece. Para amenizar o problema, use protetor solar o dia todo. 


Os riscos de um aborto

É importante que a grávida escute seu corpo e não se sobrecarregue, pois o risco de um aborto existe. O aborto espontâneo se manifesta, na maioria das vezes, através de uma perda de sangue, dores na parte de baixo das costas e na pelve. Estas dores estão associadas às contrações do útero para expulsar o óvulo. 

Em todos os casos, sangramentos anormais, no início de uma gravidez, devem levar as gestantes ao consultório médico. Porém, nem sempre isso significa um aborto espontâneo. Pode ser que se trate de uma 'menstruação' (um sangramento que ocorre na data presumida da menstruação durante dois ou três meses), ou de um descolamento da placenta. Neste caso recomendá-se diminuir as atividades, durante algum tempo, para preservar a gestação. 

A evolução do bebê

Neste estágio da gestação, o bebê mede cerca de 12 mm e pesa 1,7 g. Sua cabeça é muito grande em relação ao corpo e o rosto está se desenvolvendo: a língua e as narinas apareceram, bem como a boca graças à união dos dois maxilares. Esta semana é muito importante pois ela marca o desenvolvimento dos olhos e do ouvido interno, indispensável ao equilíbrio e, é claro, à audição. O ritmo cardíaco, muito intenso no começo, está agora normalizado e os vasos sanguíneos são visíveis.

A maioria dos órgãos está completamente formada e os intestinos começam a se desenvolver no cordão umbilical. A ossificação dos ossos logo vai ter início e permitir o alongamento dos braços e pernas, assim como o surgimento das articulações. 

A barreira placentária já é bastante eficiente, selecionando tudo o que chega ao embrião. Mesmo assim, evite ingerir alimentos, bebidas e medicamentos que possam prejudicá-lo e não tenha contato com pessoas portadoras de doenças contagiosas, como a rubéola e a catapora.

Menino ou menina?

Existe um exame de sangue, chamado sexagem fetal, que permite descobrir o sexo do bebê já a partir da oitava semana de gravidez. Para fazer o exame, que detecta a presença ou não de células com cromossomo Y (masculino) no sangue da mãe, não é necessário ter um pedido médico. O sexagem fetal tem 99% de acerto, porém não é feito pela rede pública nem coberto pela maioria dos convênios médicos. Portanto, os pais terão que pagar para desvendar o sexo do bebê, se não tiverem paciência para esperar até a 15ª semana.

Importante!

Saiba que o esforço físico acarreta uma contração do útero e que, neste estágio da gestação, o embrião ainda não está bem agarrado à parede do órgão. Logo, pode haver risco de expulsão se o esforço for muito intenso. Por isso as mamães devem evitar atividades físicas pesadas até o fim do terceiro mês

O mesmo vale para as viagens muito distantes, que devem ser evitadas nesta fase por questões de higiene, transporte e alimentação nem sempre adaptados às exigências e necessidades de uma mulher grávida.

Copyright foto: iStock/ Arte CCM Benchmark

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