O bebê de 2 meses

Bruna de França
Os progressos do bebê são diários. O pequeno está a cada dia mais esperto e começa a ter alguns hábitos. O segundo mês é o momento do primeiro sorriso e o período que os bebês começam a se comunicar

A visão começa a se aperfeiçoar e o bebê já é capaz de reconhecer os pais.


O sono

Com dois meses, o bebê ainda dorme muito, mas ele começa a encontrar seu ritmo, e suas fases de sono são mais prolongadas. Nesta idade, o nenê começa a dar alguma trégua aos pais durante a noite. Como ele dorme mais tempo, suas fases acordado são, elas também, mais longas. O que significa que os pais podem aproveitar melhor o pequeno.

O desenvolvimento

A evolução do bebê é diária. Ele está cada vez mais atento ao que se passa ao seu redor e tenta estabelecer comunicação. É hora dos primeiros “sorrisos de verdade”, aqueles que não são automáticos, mas dirigidos a uma pessoa ou a alguma coisa. Ele também começa a chilrear. É importante que os pais dialoguem com ele, pois são estas etapas que estabelecem as bases da linguagem, que vai se desenvolver em alguns meses. Converse com ele, brinque com ele, ajude-o a descobrir o mundo à sua volta. 

Levá-lo para passear, também pode ser uma opção, pois ele gosta de descobrir coisas novas. Para isso, é importante cobri-lo bem, se estiver frio, ou garantir que não fique exposto ao sol se estiver muito quente. Coloque-o num carrinho, onde ele vai reencontrar aquele balanço que sentia quando estava no útero.

Saiba que os recém-nascidos apreciam que o seu dia a dia seja bem organizado e que sejam sempre as mesmas pessoas que cuidam dele. Isso faz com que se sinta seguro. 

Seus progressos motores são igualmente surpreendentes. Quando ele está na posição sentado ou de pé, ele segura a cabeça alguns segundos. Quando está deitado de costas, suas pernas se desdobram, as mãos se abrem e se lhe derem um objeto, é capaz de segurá-lo uns segundos. 

Nesta idade, a visão começa a se aperfeiçoar. Ele reconhece nitidamente o rosto dos pais. Ele é capaz de segui-los com os olhos quando se deslocam. É possível que agora a mamãe (e o papai) já saiba interpretar os distintos choros do nenê: fome, desconforto, desejo de chamar a atenção, etc.

Alimentação

Para fazer tanto progresso, o bebê precisa ganhar força. No segundo mês de vida, os recém-nascidos comem com menos frequência, porém em maior quantidade. Muitos mamam a cada quatro horas durante o dia, e a cada cinco horas, em média, durante a noite. Em todo caso, converse com o pediatra, pois só ele saberá indicar a frequência das mamadas e quantidade certa de leite, sobretudo se o bebê se alimentar na mamadeira.

Vale lembrar que é muito importante limpar corretamente as mamadeiras e esterilizá-las antes de usar. Os pais podem prepará-las com antecedência, na condição de mantê-las na geladeira - mas não mais que um dia. Se o bebê não tomar toda a mamadeira, não guarde o resto para a próxima mamada. 

Saúde

Durante a visita médica, o pediatra vai verificar se o bebê está crescendo corretamente. Para tanto o médico medirá a altura, peso e perímetro craniano da criança. Ele fará aos pais provavelmente algumas perguntas para saber como o bebê está evoluindo no dia a dia. Além disso, o pediatra vai checar se o bebê está vendo e ouvindo direito. Durante as consultas, não hesite em tirar suas dúvidas e questionar o pediatra.

É importante que a criança tome  todas as vacinas previstas no calendário nacional de vacinação. Com dois meses de vida que o bebê recebe as seguintes vacinas:
  • 1ª. Dose da vacina Pentavalente (DTP + HiB + HB): contra Difteria, tétano, coqueluche, meningite e outras infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b, Hepatite B;
  • 1ª. Dose VIP (vacina inativada contra pólio - injetável): contra Poliomielite (paralisia infantil);
  • 1ª. Dose VORH (Vacina Oral de Rotavírus Humano): contra Diarréia e desidratação causada por rotavírus;
  • 1ª. Dose Vacina Pneumocócica 10V (conjugada): contra Pneumonia, otite, meningite e outras doenças causadas pelo Pneumococo.
Estas vacinas podem provocar pequenas reações, em especial febre. Isso é normal, pois o organismo reage à vacina e está desenvolvendo suas defesas imunológicas. Cuide para que a temperatura não ultrapasse 39,5°C e converse com o médico sobre medidas para abaixar a febre do bebê.  As vacinas também provocam reações cutâneas, o que não devem inquietar os pais. Caso essas reações não passarem em alguns dias e forem bastante intensas, procure um médico. 

Vale ressaltar que algumas crianças podem ter reações alérgicas a alguns componentes das vacinas. Se perceber que seu filho está com urticária, apresenta dificuldades respiratórias ou um ritmo cardíaco acelerado, entre em contato com o médico.

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