Saiba tudo sobre o ultrassom na gravidez

Etiene Resende
Conheça os tipos de ultrassonografia que existem e com qual regularidade esses exames devem ser feitos durante a gestação.

Geralmente são realizados dois ou três ultrassonografias durante a gravidez.


Muito conhecido entre os casais que já passaram por um período de gestação ou estão passando neste momento, a ultrassonografia (também conhecida como ecografia ou simplesmente ultrassom) possui grande importância para a saúde do bebê e também da mamãe. 

Ainda que muitas pessoas pensem o contrário, este procedimento é uma ferramenta muito útil para o médico que acompanha a gestação. “Muitos pais aguardam ansiosos para fazer uma ultrassonografia pensando apenas em saber o sexo do bebê, mas se esquecem que a importância deste procedimento vai muito além disso”, afirma o ginecologista e obstetra Gustavo Alves.

Ultrassom: como é realizado o exame?

Trata-se de um exame não-invasivo, que usa ondas de som para criar uma imagem do bebê, da placenta, do útero e de outros órgãos. “Na realização de uma ultrassonografia o profissional lança ondas de som em alta frequência seguidamente para dentro do útero em direção ao bebê, ficando a cargo do computador traduzir os ecos destes sons em imagens de vídeo, revelando assim tanto o formato do bebê quanto sua posição, movimentos ou possíveis problemas”, explica o especialista.

A realização de um ultrassom não traz risco algum para o bebê e nem para a gestante. Isso vem sendo sistematicamente comprovado por inúmeros estudos feitos nos últimos 35 anos. Nem mesmo a hipótese de que o exame incomoda o bebê foi comprovada cientificamente, pois o som utilizado no procedimento não é audível ao ouvido humano

O que os médicos recomendam é que não haja um exagero principalmente no primeiro trimestre de gravidez, pois apesar de não utilizarem radiação (como no Raio X), os ultrassons são considerados uma forma de energia e podem, pelo excesso, gerar eventualmente algum incômodo

Quantas ultrassonografias fazer durante a gestação?

Não há uma quantidade definida, ficando a cardo do médico decidir de acordo com cada caso. Mas, normalmente, os obstetras recomendam que sejam feitas três ecografias: uma entre a 11ª e a 14ª semana, outra mais próximo da 20ª semana (chamada de ultrassom morfológico) e a última entre a 34ª e a 37ª semana, quando já se aproxima o nascimento do bebê.

Os resultados destas ultrassonografias ajudam os médicos a conhecer melhor as particularidades de cada gestação. Veja abaixo algumas contribuições, de acordo com cada período da gravidez.

No início da gravidez (primeiro trimestre)

  • Verificar se há possibilidade de ocorrer um aborto espontâneo
  • Descartar gravidez ectópica ou molar 
  • Determinar a idade gestacional 
  • Determinar se há mais de um bebê 

No segundo trimestre

  • Translucência nucal (medição de uma dobra específica na nuca do bebê e a verificação da presença do osso nasal) 
  • Sexo do bebê (em alguns casos, sem dar certeza)
  • Verificar o coração do bebê, a formação do cérebro, os órgãos digestivos e outros sistemas do corpo 
  • Medir a cabeça, o fêmur e o osso da coxa do bebê, observando se o crescimento está na média
  • Determinar a localização da placenta 

No terceiro trimestre

  • Determinar a causa de possíveis sangramentos vaginais
  • Acompanhar o crescimento do bebê (observar o nível do líquido amniótico)
  • Determinar a posição do bebê e da placenta

Em todos os períodos da gravidez, caso o médico identifique alguma alteração mais significativa ele certamente indicará a realização de exames complementares e mais detalhados, para que se possa compreender as mudanças ou problemas.

Tipos de ultrassom feitos durante gravidez

Transvaginal – Neste caso, uma sonda é introduzida na vagina com o objetivo de obter imagens bem mais nítidas do útero e do meio intrauterino da gestante. Vale lembrar que ele não oferece riscos nem mesmo gera dor, sendo indicado no início da gravidez (até a 12º semana) para saber o tempo da gravidez, o crescimento do feto e também se o embrião está localizado no útero.

Ultrassom Morfológico – Neste procedimento, o médico passa um gel na barriga da gestante, passando um pequeno aparelho na região. Ele permite observar a anatomia do bebê, além de poder detectar mais de 85% das más-formações do feto. É geralmente é realizado entre a 20ª e a 24ª semana.

Translucência nucal – Pode ser realizado tanto utilizando o aparelho sobre a barriga ou através da vagina. É com ele que o médico vai medir o acúmulo de líquido na nuca do feto, além de analisar o risco de síndrome de Down e outras anomalias cromossômicas, por isso ele é feito geralmente entre a 11ª e 14ª semana, uma vez que após esse período há uma alteração no volume do líquido.

Dopplervelocimetria – Este é feito essencialmente com o aparelho na barriga, permitindo a observação do fluxo de sangue nas artérias e veias do bebê, possibilitar uma análise do peso do feto e das condições da placenta, bem como do líquido amniótico. Sua realização é indicada em todos os exames de ultrassonografia.

Ultrassom 3D e 4D – Ambos são realizados com o posicionamento do aparelho na barriga, sendo um exame complementar cada vez mais utilizado durante o pré-natal. Ele ajuda a detectar com mais clareza qualquer má-formação no rosto, inclusive a fenda labial. É indicado para ser realizado após a 34ª semana, uma vez que é a partir deste período que se obtém imagens com melhor definição.

Vale lembrar que somente médicos e especialistas estão aptos a realizar e analisar os exames de ultrassom, o que torna ainda mais importante a realização de um pré-natal desde o início até o fim da gravidez.

Copyright foto: iStock

Leia também:

Anúncio google

Nenhum comentário disponível sobre este assunto