Diástase: como tratar o problema que atingiu Sandy e Thaís Fersoza no pós-parto?

Fernanda Lima

Abdominais e uma alimentação saudável ajudam a reverter o estiramento dos músculos do abdômen causados pelo crescimento da barriga durante a gestação

Conheça exercícios simples para prevenir e tratar a diástase.

 

Em 2015, a cantora Sandy revelou que sofreu um deslocamento dos músculos abdominais depois da gravidez. Thaís Fersoza e Cláudia Leite também passaram pelo mesmo problema, chamado diástase, muito comum no pós-parto. Ele ocorre quando a barriga começa a crescer e os músculos do abdômen são esticados, causando uma linha afundada na barriga, que pode ser tratada com exercícios.

Segundo o Dr. Domingos Mantelli, ginecologista e obstetra, o deslocamento dos músculos reto abdominais pode ter várias causas: gestações múltiplas, obesidade, bebê muito grande, excesso de líquido amniótico, hormônios que provocam relaxamento muscular, desnutrição, sedentarismo e ganho de peso exagerado na gestação.

Além do aspecto visível da diástase, o problema também apresenta sintomas como dores na lombar, nádegas e coxas, incontinência urinária e dificuldade em realizar alguns movimentos.
 

É possível prevenir a diástase?

Para evitar esses problemas - ou diminuir as chances de passar por eles -, o Dr. Domingos releva que um dos remédios mais eficazes é a atividade física antes e depois do parto.

Segundo o médico, com o estímulo correto, os músculos reto abdominais retornam a seus lugares em até seis meses após o parto e não há risco para as futuras gestações. Após os seis meses, a fisioterapia também pode ser indicada como recurso. Em último caso, quando a diástase é mais evidente, pode ser necessária a realização de uma cirurgia plástica pós-parto.

 

Como diagnosticar a diástase?

Com um teste simples, é possível descobrir se você tem diástase sem sair de casa. Segundo o ginecologista, para o diagnóstico, são necessários alguns passos: primeiro, deite no chão. Com os joelhos dobrados e os pés apoiados no chão e distantes um do outro, levante a cabeça, o pescoço e os ombros, como em um abdominal. 

Em seguida, pressione a região do umbigo (5 cm acima e 5 cm abaixo) e note se dá para sentir algum afundamento. Caso haja, é bem provável que exista uma diástase. Entretanto, apenas um ginecologista ou obstetra poderá confirmar o diagnóstico.

 

Dicas de exercícios

A primeira dica para tratar a diástase é se dedicar com afinco aos abdominais, combinados com uma alimentação saudável. Felipe Kutianski, preparador físico da Ziva Brasil, preparou algumas dicas de exercícios que ajudam a prevenir ou corrigir o problema:

  1. Prancha (Calistenia)

    Posição inicial: De bruços, apoie os cotovelos e o antebraço no solo e deixe-os alinhados aos ombros.  As pontas dos pés devem estar apoiadas no chão e alinhadas com os cotovelos.
    Execução: Com o corpo ereto, contraia o abdômen e eleve o quadril até o nível dos ombros. Realizar de 4 a 5 séries de 30 a 60 segundos de isometria com 15 a 30 segundos de intervalo.
    Iniciantes: de 4 a 5 séries e de 15 a 20 repetições.
     
  2. Abdominal com peso

    Posição inicial: Deitada de barriga para cima sobre um colchonete, flexione as pernas e deixe os pés no solo. Segure o kettlebel ou outro peso sobre o peito.
    Execução: Segure com as duas mãos o peso sob o peito e faça o movimento normal do abdominal.
    Iniciantes: 4 a 5 séries e de 15 a 20 repetições. Intervalo de 30 a 60 segundos.
     

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