Filhos de pais do mesmo sexo são tão felizes quanto crianças criadas por héteros

A redação
Pesquisa realizada nos Estados Unidos mostra que não há diferença psicológica, comportamental ou educacional em filhos de casais gays, em comparação com crianças criadas por casais héteros

Pesquisa norte-americana revela que crianças criadas por homossexuais são tão felizes quanto filhos de famílias tradicionais.


A suposição de que famílias fora dos padrões tradicionais são responsáveis por formarem crianças problemáticas agora pode ser combatida com fundamentação científica. Um estudo feito em grande escala pela Universidade de Oregon, nos Estados Unidos, comprovou que crianças criadas por pais do mesmo sexo são tão felizes quanto filhos de famílias heterossexuais.
 
Os pesquisadores analisaram 19 mil crianças de lares compostos por casais homossexuais entre os anos de 1977 e 2013. Como conclusão, o estudo constatou que não houve diferença nos resultados psicológicos, comportamentais ou educacionais das crianças, comparadas àquelas de lares convencionais.

"O resultado mostra um esmagador consenso sobre a similaridade entre crianças que são criadas por pais do mesmo sexo ou de sexos diferentes." declarou Ryan Light, coautor do estudo e professor de sociologia da Universidade de Oregon, em entrevista ao jornal Huffington Post.
 
De acordo com os reponsáveis pela pesquisa, a fundamentação científica poderá ajudar nos processos de adoção ou na legalização de uniões entre pessoas do mesmo sexo mundo afora.


O estudo intitulado “Scientific Consensus, the Law and Same Sex Parenting Outcomes" ("Consenso científico, a lei e as consequências da paternidade do mesmo sexo", em tradução livre para o português) contesta outro estudo, realizado pela Universidade de Melbourne, na Austrália, que havia concluído que filhos de pais gays eram mais felizes.
 
Os pesquisadores australianos identificaram que casais homossexuais, em geral, são mais abertos ao diálogo em casa justamente por sofrerem preconceito na sociedade. Mas para os pesquisadores de Oregon, associar maior espaço para diálogo com mais felicidade seria apenas uma inferência.
 
Os autores do novo estudo acreditam na importância do resultado científico por dois motivos principais: o primeiro é derrubar o argumento de que pais do mesmo sexo são menos adequados que pais heterossexuais; e o segundo, para enriquecer os debates, dentro e fora das instâncias jurídicas, a respeito das chamadas "novas famílias".
 
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