Pesquisadores ingleses desenvolvem pendrive que detecta HIV

Etiene Resende

Equipamento é de uso simples e utiliza uma gota de sangue para detectar vírus; tempo médio para o diagnóstico é de pouco mais de 20 minutos

teste hiv pendrive
Vantagem do novo teste é a rapidez com a qual entrega o resultado.

 

Cientistas do Imperial College de Londres, em parceria com a empresa privada norte-americana DNA Electronics, desenvolveram um teste rápido e simples para a detecção do vírus HIV. Usando como base um pendrive, o novo equipamento é capaz de fazer uma leitura altamente precisa da quantidade de vírus existente na corrente sanguínea do indivíduo. 


Para fazer o teste é necessário de apenas uma gota de sangue do paciente, com a vantagem de entregar o resultado após 20,8 minutos em média. O resposta elétrica criada pelo pendrive pode ser lida por computadores, laptops e demais aparelhos portáteis.


Como funciona

O equipamento usa um chip de celular e analisa o sangue colocado em uma parte do pendrive. A presença do vírus HIV na amostra gera uma mudança de acidez e o chip é capaz de transformar esta acidez em um sinal elétrico. É este sinal que, enviado ao pendrive, mostra ao paciente o resultado com a utilização de em um computador ou aparelho portátil. 


Mesmo na fase inicial de testes, os pesquisadores ressaltam a importância que o equipamento pode ter na vida de portadores do vírus, uma vez que eles poderão monitorar de maneira mais rápida, sigilosa e segura os níveis de vírus no sangue. Vale lembrar que os testes utilizados atualmente saem em no mínimo 3 dias, o que pode prejudicar o tratamento. 


Graham Cooke, que é do departamento de medicina do Imperial College e um dos responsáveis pela pesquisa, explica que monitorar a carga viral é essencial para que o tratamento tenha sucesso. “No momento, os exames muitas vezes exigem um equipamento caro e complexo que pode demorar alguns dias para produzir um resultado", reforça.


O pesquisador destaca ainda que o pendrive faz o mesmo trabalho do equipamento convencional, que tem o tamanho de uma fotocopiadora. Os resultados foram publicados no periódico científico Scientific Reports e mostraram que o teste com o pendrive obteve 95% de eficiência entre as 991 amostras de sangue utilizadas.

 

Copyright foto: Imperial College London / DNA Electronics

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