Cientistas alertam: óleo de coco faz tão mal à saúde quanto gorduras animais e manteiga

Daniel Navas

Tão difundido entre os nutricionistas, o alimento pode contribuir com o aumento do colesterol ruim

Se por um lado os cientistas apontam problemas no óleo de coco, alguns especialistas afirmam que o alimento ajuda na perda de peso. ©  iStockphoto.com/scorpp


Considerado por muitos especialistas como um aliado da dieta, o óleo de coco virou o queridinho de vários nutricionistas e musas fitness em todo o país. Porém, de acordo com um relatório recém-publicado pela Associação Cardíaca Americana, o produto pode não ser tão bom assim para a saúde.

Segundo a publicação, o produto pode aumentar significativamente os níveis do colesterol ruim, também conhecido como LDL. Um estudo apontou que 82% da gordura composta no óleo de coco é do tipo saturada, considerada nociva à saúde por estar diretamente ligada a derrames e doenças cardíacas

"Como o óleo de coco aumenta o colesterol LDL, causa de doenças cardiovasculares, e não tem efeitos favoráveis que compensem isso, advertimos contra seu consumo", anuncia o relatório norte-americano. Para se ter uma ideia, o percentual de gordura saturada no óleo de coco é maior do que o da manteiga (63%), da gordura bovina (50%) e da banha de porco (39%).

A publicação ainda reitera que o melhor é consumir pouca quantidade de gordura saturada e, na hora de cozinhar, substituir o produto por outros óleos vegetais não saturados. Em paralelo ao quesito nutricional, vale dizer que o óleo de coco é também aproveitado na área estética por trazer diversos benefícios aos cabelos - questão que também divide a opinião de especialistas.

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