Diabetes tipo 1 e 2: saiba como controlar a doença

Fernanda Lima
Seja do tipo 1 ou do tipo 2, mudança nos hábitos, diagnóstico precoce, seguimento médico regular são fundamentais para controlar a diabetes

Alimentos com baixo índice glicêmico, como fibras, são indicados para quem tem diabetes.


Manter uma alimentação adequada e praticar atividade física é a receita para prevenir e remediar a maioria das enfermidades. Com a diabetes não é diferente. A doença, que atinge cerca de 180 milhões de pessoas no mundo todo, segundo a Organização Mundial da Saúde, é caracterizada pela elevação excessiva da glicose (açúcar) no sangue

Segundo a Dra. Lorena Guimarães Lima, endocrinologia da Amato - Instituto de Medicina Avançada, a diabetes pode ser divida em vários grupos. Os mais comuns são o tipo 1 e o tipo 2. O primeiro se caracteriza pela destruição das células produtoras de insulina no pâncreas. Com isso, o corpo passa a produzir cada vez menos insulina, o que, num determinado momento, provoca o desenvolvimento doença

“Em geral, o diabético tipo 1 descobre a doença de forma abrupta, ainda jovem, e precisa de insulina desde o princípio para regularizar o funcionamento de suas células”, explica a médica.

Já a diabetes tipo 2, que é a mais comum, é resultado da resistência do organismo à ação da insulina. Essa resistência se dá pelo excesso de tecido adiposo (gordura) no corpo. Quando a insulina perde a batalha, ela deixa de manter a glicemia em níveis normais, desencadeando o aparecimento da doença. “A principal causa da diabetes tipo 2 é a obesidade”, conclui a Dra. Lorena.

Hábitos saudáveis

Embora as doenças não tenham cura, é possível tratá-las e minimizar os sintomas. Para isso, a alimentação e a atividade física tornam-se indispensáveis. Segundo a especialista, “em todos os casos, uma vida saudável com exercícios físicos e dieta equilibrada trazem benefícios enormes aos diabéticos e são partes essenciais do tratamento”.

Sendo assim, se a principal regra para os diabéticos é manter uma alimentação e estilo de vida saudáveis, isso inclui não ingerir em excesso carboidratos simples (refinados), açúcares e gordura saturada. “As quantidades em cada caso podem ser definidas pelo acompanhamento regular com endocrinologista e nutricionista”, sugere a médica, que também lembra que nenhum alimento é permanentemente proibido aos portadores da doença.

Riscos do desequilíbrio

Por fim, a especialista alerta para as sérias consequências que o diabetes mal controlado pode causar: complicações graves como danos à retina, podendo levar a cegueira, danos aos rins, podendo levar a perda total da função renal e perda da sensibilidade, principalmente nos pés. Risco maior de sofrer um infarto e um acidente vascular cerebral (AVC) também está entre as possíveis complicações.

Para evitar as consequências, é importante que o paciente tenha disciplina. “Claro que pode haver exceções, no entanto, na maioria dos dias deve haver disciplina na escolha de alimentos e quantidades saudáveis. Se o paciente constantemente foge da recomendação, é muito provável que ganhe peso além de piorar muito o controle do diabetes”, recomenda.

No entanto, com a doença bem controlada, é possível viver bem sem sofrer complicações e praticamente sem nenhum sintoma. “Por isso a importância do diagnóstico precoce, seguimento médico regular e controle adequado da doença”, finaliza a especialista.

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