Amigdalite: conheça as causas, sintomas e tratamentos

Fernanda Lima
Inflamação nas amígdalas é contagiosa e apresenta sintomas como dor de garganta, febre, mau hálito e coriza
Descubra como tratar e prevenir a amigdalite. © iStockphoto.com
 
O processo inflamatório que ocorre nas amígdalas, tecnicamente chamadas de tonsilas palatinas, é conhecido como amigdalite. O local fica no fundo da boca, lateralmente à úvula, conhecida popularmente como "campainha". De acordo com o Dr. Igor Costa, otorrinolaringologista da Clínica Dra. Denise Lellis, a maioria das amigdalites decorre de um processo infeccioso, podendo ser causada por vírus, bactérias ou fungos. As amigdalites causadas por vírus correspondem a 75% dos casos que vemos em crianças menores de 2 anos.
 
A doença é contagiosa e o vírus e as bactérias são transmitidos de pessoa para pessoa através da saliva, secreções, etc. Mas o contágio depende também de fatores pessoais e ambientais. "Entre os fatores pessoais temos o estado nutricional, imunológico, entre outros. Pensando nos fatores ambientais temos as condições higiênicas, ambientes fechados ou mal ventilados, presença de fumantes, umidade, etc.”, explica o Dr. Igor.

Sintomas da amigdalite

Os sintomas mais comuns da amigdalite são:
  • dor de garganta;
  • disfagia ou odinofagia (que é a dificuldade e a dor ao comer);
  •  febre;
  • gânglios submandibulares aumentados e dolorosos (ínguas que estarão aumentadas e dolorosas em baixo do queixo e no pescoço);
  • dor no corpo;
  • mau hálito;
  • coriza.
Ainda de acordo com o especialista, o portador da doença também pode apresentar dor de cabeça, alteração da voz, dor abdominal, náuseas e vômitos, entre outros. “Em casos mais graves, os sintomas podem evoluir para rigidez do pescoço com dificuldade de abrir a boca e até mesmo virar o rosto, podendo ter todos ou alguns destes sintomas ao mesmo tempo”, esclarece o médico.
 
Além de inchaço e vermelhidão nas amígdalas, é possível notar placas e pontos amarelo-esbranquiçados, que são pus no local. “Em casos mais avançados, há também um aumento ainda maior do tamanho da amígdala. Pode ser necessária a retirada do pus através de um procedimento de drenagem”, explica Igor.

Diagnóstico e tratamento

Para descobrir se uma pessoa está com amigdalite, o diagnóstico pode ser feito clinicamente, através do exame da cavidade oral, além do levantamento do histórico do paciente.
De acordo com o médico, “quando encontramos casos de amigdalite de início súbito, com febre acima de 38,5°, manchas vermelhas no céu da boca, dor muito intensa pra engolir, presença de cefaléia, náuseas, vômitos e dor abdominal em crianças, preconiza-se a realização de cultura para encontrar o agente causador ou a detecção do antígeno.”
 
Em casos de amigdalite de causa viral, o tratamento é feito através de analgésicos, antitérmicos, hidratação e alimentação balanceada. Já quando a infecção é causada por bactérias é necessário o uso de antibióticos.  “Para outros agentes causadores o tratamento é feito caso a caso de acordo com a droga à qual o agente causador é sensível, como antifúngicos em amigdalites fúngicas”, explica o médico.
 
Em casos em que a amigdalite é muito recorrente ou grave, pode ser indicado um procedimento cirúrgico que consiste em extrair as amígdalas. Mas é preciso avaliar bem o caso antes de optar pela cirurgia.
 

Complicações

Ainda de acordo com o Dr. Igor, a amigdalite pode evoluir para casos mais graves, como febre reumática com repercussões nas válvulas do coração, que pode por determinar a necessidade da retirada da válvula cardíaca. 

 
Outra complicação grave da amigdalite é o acúmulo de pus nas amígdalas, que pode atingir os músculos do pescoço e regiões onde há a presença de nervos importantes e vasos sanguíneos calibrosos. Neste caso a cirurgia deve ser feita às pressas, do contrário pode levar ao óbito. 
 

Prevenção

A melhor forma de prevenir as amigdalites, explica o médico, é zelar por un dia a dia saudável. Além de manter uma dieta equilibrada e completa sem carências nutricionais, beber bastante água e preservar a imunidade, evitando fatores de estresse como noites mal dormidas, condições de exposição ao trabalho extenuantes e sem períodos intercalados de descanso. 
 
Do ponto de vista de fatores ambientais, o médico sugere manter sempre o ambiente ventilado, limpo, com incidência de luz solar, sem umidade, sem exposição a agentes irritantes ou agressores, como o tabaco.

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