Câncer de pele: conheça os tipos mais comuns e aprenda a se prevenir

Fernanda Lima
Doença, que representa 50% dos casos de câncer no Brasil, pode ser evitada com o uso de protetor solar adequado e exames preventivos

Saiba como se prevenir do câncer de pele.


O câncer de pele é o tipo de câncer mais comum no Brasil, representando mais da metade dos diagnósticos da doença. São estimados 181.430 novos casos no país em 2016, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). A doença pode ser dividida em dois tipos mais comuns: pele melanoma e pele não melanoma, sendo este último o mais frequente, representando 95% do total dos casos de câncer de pele no país.

Segundo a Dra. Michele Haikal, dermatologista, o câncer de pele não melanoma, mais comum em pessoas com mais de 40 anos e raro em crianças e negros, ainda pode ser separado em duas categorias. Primeiro, o carcinoma basocelular (CBC), que aparece como uma lesão rósea perolada em áreas do corpo mais expostas ao sol, como rosto, braços, pescoço, dorso das mãos, entre outros. 

O segundo tipo de câncer não melanona é o carcinoma espinocelular, (CEC), que, além de atingir as áreas mais expostas ao sol, também pode atingir lesões benignas da pele, transformando-as em malignas.  

Já o câncer melanoma é menos frequente, mas é o mais grave e com maior índice de mortalidade. Ele pode aparecer como uma lesão pigmentada, semelhante a uma pinta ou sinal na pele, que aumenta de tamanho e tem sintomas como sangramento ou coceira. Também há casos em que o paciente já tem pinta, mas ela começa a modificar de tamanho, tornando-se assimétrica e colorida.

Quando a simples manchinha na mele começa a se modificar, é sinal de que ela pode estar se transformando num melanoma. "As pintas em áreas de atrito devem ser muito bem examinados, pois têm probabilidade maior de se transformar. Mas existe também o melanoma amelanótico, que não é pigmentado, é um pouco róseo, e é muito maligno, como todo melanoma”, explica Michele.

Quais são as causas do câncer de pele?

De acordo com a dermatologista, os principais fatores que levam ao câncer de pele são a predisposição genética, a exposição à luz ultravioleta (raio UVA no caso do melanoma e o raio UVB no caso do CBC e CEC), além de queimaduras profundas causadas pelo sol.

Pessoas que têm histórico familiar da doença, possuem alto grau de exposição celular ou têm a pele muito clara também estão mais suscetíveis ao surgimento da doença. Michele também alerta que os raios UVA e UVA, além de serem responsáveis pelo aparecimento do câncer de pele, também causam manchas na pele, lesões pré malignas, envelhecimento precoce, etc. 
 
O câncer do tipo não melanoma apresenta altos percentuais de cura se for detectado precocemente, por isso tem a taxa de mortalidade mais baixa. Cirurgias simples podem remover o tumor, mas em alguns casos, pode ser necessária a realização de radioterapia ou quimioterapia.

Dicas (valiosas) para prevenir o câncer de pele

  • A principal dica é fazer consultas periódicas com um dermatologista que faça a dermatoscopia digital de alta resolução dos sinais na pele.
  • A dermatologista também sugere a terapia fotodinâmica, que consiste em um aparelho a laser que além de fazer o diagnóstico de câncer de pele, também trata a doença. Tem ainda a vantagem de não deixar cicatriz e rejuvenescer a área.
  • É indispensável o uso adequado do protetor solar. A dermatologista sugere que ele seja usado de 3 em 3 horas, no mínimo. "Ele deve ser escolhido de acordo com o tipo de pele de cada um e precisa ser de amplo espectro, ou seja, que tenha proteção contra UVA e UVB. É indicado que o protetor também tenha filtro físico, pois desta forma ele protegerá os raios infravermelho e a luz visível", ensina.
  • A especialista indica antioxidantes orais (em cápsulas), que ajudam a proteger o DNA celular e a pele dos raios solares.

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