Osteoporose: saiba mais sobre causas, prevenção e tratamentos

Ana Paula Cardoso

Doença mais comum da estrutura óssea, afeta mais mulheres e pode atingir também jovens

Osteoporose: doença silenciosa pode atingir também jovens.

 

Osteoporose é caracteristicamente a doença mais importante (e comum) da estrutura óssea do corpo humano. Mais comum em mulheres, por definição, osteoporose é a perda acentuada de massa óssea. O osso fica poroso, fraco e sujeito a fraturas.

Segundo especialistas, trata-se de uma doença silenciosa cujo diagnóstico deve ser feito através de exames de densitometria óssea. Normalmente associada a uma doença da velhice, pode também atingir pessoas mais jovens.

"A osteoporose é comum de pessoas mais velhas, pois com o passar dos anos, diminuímos a capacidade de absorver cálcio. Porém, algumas pessoas podem ter algum distúrbio genético que também diminua a absorção do cálcio, causando a doença em qualquer idade", explica a doutora.

 

Osteoporose antes dos 40

Foi o caso da jornalista Cristina Fernandes, de 32 anos. Há 10 anos ela havia feito fiz uma densitometria óssea que constatou osteopenia (espécie de pré-osteoporose). Na época seu médico não recomendou nenhum tratamento e ela acabou deixando um pouco de lado.

"Há mais ou menos quatro meses resolvi cuidar melhor da minha saúde e retomar alguns tratamentos pendentes, então, fiz e refiz alguns exames. Um deles constatou a evolução do problema e passei a ter osteoporose", conta  a jornalista.

De acordo com a médica e clínica-geral Camila Ferrer Stroligo, a involução do sistema ósseo na mulher pós-menopausa é responsável por cerca de 80% dos casos de osteoporose. "Mas os 20% restantes estão associados a outras etiologias específicas, podendo ser identificados em indivíduos jovens", indica a médica.

 

Osteoporose atinge mais mulheres

De acordo com especialistas, a menopausa traz uma queda brusca de estrogênio e algumas funções ficam diminuídas como força muscular e absorção do cálcio pelos ossos. "Faz parte do elenco de alterações metabólicas que tipicamente ocorrem no organismo da mulher pós-menopausa", completa a Dra. Camila.

Durante o climatério (fase de declínio na atividade reprodutiva feminina), há diminuição quantitativa da massa óssea, com alteração na microestrutura de sua matriz. "O osso fica poroso a ponto de propiciar fraturas patológicas", acrescenta a médica.

De acordo coma especialista, já no início do climatério  a mulher adentra uma fase de insuficiência estrogênica, que 'desbalanceia' a atuação osteoclástica/osteoblástica, resultando em reabsorção óssea superior à quantidade de osso formada, especialmente nos primeiros três a cinco anos pós-menopausa. 

"Este balanço negativo é exatamente o que acarreta a osteoporose. Como o homem não passa por essas drásticas variações de conteúdo hormonal ao longo de sua vida natural, o prejuízo à função óssea não é tão esperado quanto na mulher.", completa a clínica-geral.


Doença silenciosa

A evolução da osteoporose é subclínica, o que quer dizer que o surgimento de sintomas ocorre de forma tardia com relação ao início das modificações osteo metabólicas.

Por exemplo: após 15 a 20 anos de menopausa, a perda da massa óssea na mulher costuma ser em torno de 40% e, ainda assim, pode ser que não haja sintomas dignos de nota pelas pacientes, até que sofra uma fratura óssea. 

"Quando presentes, as queixas mais frequentes consistem em simples 'dor nas costas', diminuição da estatura – já ouviu falar que ficamos velhos e encolhemos em tamanho? – ou mudança no padrão de curvatura da coluna vertebral, como concundez (hipercifose)", explica  a médica Camila Camila Ferrer Stroligo.

 

Prevenção e tratamento da osteoporose

As regras básicas para se ter uma boa qualidade de vida são também recomendadas para quem quer evitar a doença. "É possível prevenir a osteoporose com exercícios físicos, evitar o fumo e bebidas alcoólicas, além de procurar ter  boa alimentação ao longo da vida", orienta a fisioterapeuta Luni Freire.

Entre as atividades físicas recomendadas estão: caminhadas, dança, natação e musculação. "Cabe a cada mulher escolher aquela que mais lhe agrada e que esteja apta a desempenhar", informa a Dra. Camila Ferrer Stroligo. 

A ingestão adequada de cálcio e vitamina D é essencial. Deve-se evitar congelados, cafeína, coca-cola e álcool, pois interferem negativamente na absorção do cálcio.

"É importante também a exposição ao sol (sem uso de filtro solar) por cerca de 15 minutos ao dia – sendo recomendado o triplo para peles negras –, para uma conversão segura da vitamina D em sua forma ativa", ratifica  a médica.

Alguns médicos indicam ainda a Terapia de Reposição Hormonal (TRH) com estrogênios como principal controle da doença. A TRH costuma ser iniciada com indicação médica, na fase mais precoce da menopausa, e é mantida durante um tempo mínimo de sete anos. 

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