Linfedema: descubra as causas, sintomas e tratamento mais indicado

Etiene Resende

Este inchaço pode ocorrer por malformação congênita ou em decorrência de outras doenças, entre elas o câncer

Na maioria dos casos, o tratamento para os linfedemas são bem simples.

 

Especialistas afirmam que é preciso cuidar bem da saúde e estar atento a quaisquer sinais que venham a surgir em nosso corpo, já que eles podem indicar que alguma coisa não vai bem. Por isso, A Revista da Mulher buscou a opinião de um especialista para explicar melhor o linfedema, uma vez que este problema pode ser o sintoma de algo mais grave.

O cirurgião vascular do Hospital Moriah, Daniel Hachul, explica que linfedema é um inchaço (ou edema) em uma determinada região do corpo, decorrente do funcionamento inadequado, obstrução ou malformação congênita dos vasos linfáticos. 

Principais causas do linfedema

De acordo com o especialista, o linfedema se desenvolve quando os vasos linfáticos deixam de drenar normalmente o fluído intersticial. “Esta drenagem inadequada vai levando ao acúmulo progressivo deste fluído nos tecidos, gerando o aumento de volume e o aspecto de inchaço”, destaca.

Vários fatores podem causar os linfedemas. Entre eles está a malformação congênita e infecções. A mais comum delas é a chamada erisipela, que é uma infecção cutânea causada geralmente por bactérias e que se dissemina pelos vasos linfáticos. 

Mas, existem outras formas de desenvolver este problema. Alguns tipos de câncer, por exemplo, podem invadir os vasos linfáticos e os gânglios causando compressão e obstrução. "No tratamento cirúrgico da doença, pode ser necessária a retirada de gânglios e dos vasos linfáticos, o que prejudica a drenagem da linfa e pode gerar o linfedema”, ressalta o especialista.

Sintomas

Daniel Hachul explica, ainda, que entre os sintomas mais comuns do linfedema está o aumento de volume de alguma região corporal, predominantemente em membros inferiores ou superiores.

Os linfedemas leves geralmente não causam limitação, enquanto os graves podem levar à incapacidade funcional importante do membro afetado. “Com a progressão do edema pode haver endurecimento da pele e fibrose do tecido, o que acaba gerando sofrimento progressivo com escurecimento da pele”, alerta.

Diagnóstico e tratamento

Ao perceber os sinais, o mais indicado é consultar um médico para que ele possa analisar melhor e identificar o caso. “O diagnóstico é feito geralmente através da história clínica e do exame físico da paciente. Em algumas situações pode ser realizado exame de linfocintilografia para uma avaliação mais profunda”, afirma o especialista.

Nos casos mais simples, tratamento do linfedema consiste basicamente no controle do edema, com a compressão elástica e terapia de drenagem linfática no membro afetado. É também indicada a prevenção da infecção, por meio de cuidados com a pele para evitar micoses e rachaduras que podem servir de porta de entrada para bactérias causadoras de erisipelas. A cirurgia pode ser indicada em casos onde os tratamentos convencionais não deram resultados.

 

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