Dor no estômago pode ser alerta de doenças graves

Ana Paula Cardoso

Dor de estômago pode ser um sinal de um alimento que fez mal, mas também de úlcera ou infecções

Dor de estômago pode ser sinal de doenças mais graves e deve ser investigada.


Em geral, não ligamos muito e consideramos dor de estômago (assim como acontece com a dor de cabeça) um problema corriqueiro. Mas há casos em que o desconforto na região superior do abdome pode ser um efeito de alguma doença grave, como úlcera e até infecção por H. Pylori.

De acordo com o médico Helio Toshio Ouki, cirurgião geral e oncológico da Clínica Gineskop e do ‎Hospital 9 de Julho, a dor de estômago é um sinal de alerta para o corpo. Provavelmente todas as pessoas devem passar por pelo menos algum episódio desses durante a vida.

Isso porque, de fato, o desconforto abdominal pode ser um episódio esporádico, causado por alimentos inadequados, excesso de bebida alcoólica ou efeito de uso de medicamentos. 

"Porém, quando o desconforto torna-se algo que incomoda mais por sua intensidade ou freqüência é necessária investigação por profissional. Dor de estômago pode estar associada também a algum problema mais grave, desde gastrite e úlcera até uma a neoplasia gástrica (tumor de estômago)”, alerta o Dr. Ouki

Causas e tratamentos para dor de estômago

Geralmente o desconforto abdominal ocorre quando a mucosa (camada mais interna) do estômago perde parte de sua proteção, deixando com que o conteúdo ácido que está dentro do órgão entre em contato direto com a parede gástrica.

A dor do estômago pode, antão, estar relacionada a algumas patologias, pois, em outras palavras, é o efeito do órgão tentando ‘se defender’ do distúrbio. As doenças mais comuns que se iniciam com o sinal de dor no estômago são:

  • alterações dispépticas (gastrite e úlcera gástrica);
  • úlceras duodenais;
  • doença do refluxo;
  • infecção pelo H. Pylori;
  • e, com menos freqüência mas dentro das possibilidades, os tumores gástricos.

Muita gente lança mão de paliativos para acabar com a  dor de estômago. Mas especialistas alertam: ao deparamos com o desconforto abdominal, devemos descobrir a causa.

“É preciso saber do que se trata para se estabelecer um tratamento adequado. Ao se tratar apenas os sintomas, existe a possibilidade de atrasarmos o diagnóstico de uma patologia que pode ser grave”, explica o cirurgião da Clínica Gineskop.

A maior parte das vezes, no entanto, quando o problema não é muito preocupante, o incômodo é autolimitado e não precisa de medicamento para melhorar.

“A alimentação equilibrada e com alimentos de qualidade, ajudam muito a não ocorrer a dor de estômago, pois a agressão contra a mucosa do órgão vai ser bem menos freqüente e intensa”, orienta o Dr. Toshio Ouki.

Dor de estômago, emoções e alimentação

Problemas de estômago muitas vezes são associados a problemas de fundo emocional. As emoções, segundo o médico, têm relação com a dor de estômago somente em função da influência dos fatores emocionais na forma como nos comportamos. 

Ou seja, o estado emocional de um indivíduo pode fazer com que haja menos cuidado com a alimentação. Isso pode levar, por exemplo, ao uso abusivo de álcool e à ingestão de alimentos gordurosos, causando dor de estômago. 

“Mas não conseguimos estabelecer uma relação de causa-efeito clara com a emoção e problemas emocionais. Por exemplo, é improvável uma pessoa triste ter algum problema gástrico apenas por estar chateada”, desmistifica o Dr. Toshio Ouki.

Manter uma alimentação saudável, incluindo horários programados na rotina para se alimentar, já ajuda bastante a evitar esse tipo de situação. 

“Caso os sintomas persistam ou a idade do paciente seja superior a 40 anos, o indicado é procurar algum profissional de confiança para realizar a investigação necessária para o caso. O médico deve individualizar a conduta de acordo com cada paciente”, lembra o médico.

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