Celulite infecciosa: conheça as causas, sintomas e tratamentos

Etiene Resende

Variação mais grave da celulite comum pode inclusive levar ao desenvolvimento de infecção generalizada no organismo

celulite infecciosa
Diferente da celulite comum, a infecciosa é provocada por uma bactéria. © iStock


Um dos grandes terrores entre as mulheres, as celulites, causam mais do que simplesmente um desconforto em relação à aparência, mas também a queda na autoestima feminina, entre outros problemas. Para piorar a situação, a chamada celulite infecciosa – tipo mais grave do problema – pode também levar a sintomas mais sérios.

A dermatologista Carla Albuquerque explica que a celulite infecciosa é uma infecção bacteriana do tecido celular subcutâneo. “Os sintomas mais frequentes são vermelhidão e febre, além de dor intensa e além de inchaço na região afetada”, destaca.

Causas da celulite infecciosa

Entre as principais diferenças existentes entre a celulite infecciosa e a comum estão as causas e a maneira como ela se desenvolve. Isso porque, como o próprio nome já diz, a primeira é causada por uma infecção que se desenvolve a partir de bactérias. Principalmente as denominadas estreptococos e estafilococos.

Já a celulite comum surge pelo acúmulo de gordura, água e toxinas nas células. No caso da celulite infecciosa, os microrganismos penetram na pele a partir de uma porta de entrada, que pode ser uma ferida, úlcera, bolha ou até uma micose nos pés.

“Pessoas portadoras de doenças que debilitam a imunidade, como diabetes, varizes e inchaço crônico das pernas, possuem risco aumentado de desenvolver essa infecção”, afirma a especialista.

Riscos à saúde da celulite infecciosa

Ao contrário da mais comum, a celulite infecciosa pode levar a quadros mais graves de saúde. O maior risco de complicação da celulite infecciosa é a ocorrência de septicemia, que é uma infecção generalizada no organismo.

"Caso não haja uma intervenção correta e em tempo hábil, a infecção pode alastrar-se por tecidos adjacentes aos primeiros afetados, em seguida atingir a corrente sanguínea e afetar tecidos em diversas regiões do corpo”, alerta a Dra. Carla Albuquerque.

Este é mais um motivo para que um profissional capacitado seja consultado. Somente um médico poderá fazer um diagnóstico mais preciso da situação da paciente e indicar o tratamento mais adequado.

Diagnóstico e tratamento

Ainda de acordo com Carla Albuquerque, o diagnóstico é clínico e deve ser realizado a partir da elaboração de um histórico da paciente e do exame físico detalhado. Quanto antes o diagnóstico for feito, maiores as chances de que o tratamento alcance melhores resultados.

Em relação ao tratamento, normalmente é feito por meio de medicamentos, mas a possibilidade de uma internação não é afastada. “O tratamento é realizado com antibióticos, que podem ser por via oral e, quando o caso é grave, a paciente pode ser internada para receber a medicação endovenosa ou intramuscular”, explica.

A dermatologista lembra ainda que, assim como os mais diversos problemas de pele, a celulite infecciosa pode ser evitada apenas com hábitos mais saudáveis. “Mantendo a pele íntegra e bem cuidada, para evitar as portas de entrada de microrganismos”, orienta a médica.

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