Apendicite: conheça mais sobre essa doença que pode ser fatal

Ana Paula Cardoso

Percebida por fortes dores na região abdominal, doença deve ser tratada com intervenção cirúrgica

Apendicite: doença grave que leva à cirurgia, começa com uma simples dor de barriga. © iStockphoto.com/gpointstudio


A apendicite aguda geralmente é causada pela obstrução da luz do apêndice cecal, por material fecal. Isso gera um aumento da pressão dentro do órgão, pois as bactérias do local continuam a se proliferar, o que acaba interrompendo o fluxo de sangue para o órgão.

"A apendicite aguda é um processo inflamatório, que ao ser tratado em fase inicial tem um índice de sucesso muito alto, mas que ainda tem pacientes que falecem devido a fases mais avançadas. Não se deve negligenciar as dores abdominais persistentes, pois o prognóstico é muito melhor nos casos iniciais", orienta o O Dr. Hélio Toshio é médico cirurgião da Clínica Gineskop.

Os sintomas de apendicite

Em geral, o primeiro sinal de apendicite é uma dor abdominal intensa, de início próxima ao umbigo, seguida de aumento da sua intensidade e localização na parte inferior direita do abdome. As dores na barriga podem vir acompanhadas de perda do apetite, náuseas ou vômitos e febre. 

No caso destes sintomas, o ideal é o paciente dirigir-se a uma emergência de hospital ou posto de saúde. O diagnóstico da apendicite aguda deve ser realizado durante a avaliação de um médico, que vai instituir o tratamento. 

"Ao exame físico, nota-se dor principalmente na região do quadrante inferior direito do abdome e que piora ao ser realizada a manobra de descompressão brusca, ou seja, retirada rápida da mão do examinador após uma leve pressão local na fossa ilíaca direita", explica o Dr. Toshio.

Tratamento para apendicite é cirurgia

Existe a tentativa de se tratar apendicite de maneira conservadora (sem cirurgia), mas o padrão ouro (melhor tratamento segundo a literatura médica) é a cirurgia para retirada do apêndice inflamado. 

No início, o tratamento é somente local. Nos casos mais avançados, entretanto, a infecção acomete a cavidade abdominal e o sangue, o que pode representar um perigo de vida ao paciente. Por essa razão deve-se procurar ajuda médica imediata. Pois quanto maior o intervalo entre o início do quadro da apendicite e a cirurgia, maior a chance de complicações. 

"Não se deve negligenciar a dor abdominal que persiste, pois pode ser o início de um quadro inflamatório de algum órgão abdominal, não apenas o apêndice", alerta do cirurgião da Clínica Gineskop.
 
Em relação ao pós-operatório, varia a cada caso, dependendo da fase em que se encontrava a apendicite e qual a técnica operatória utilizada - se foi cirurgia aberta ou videolaparoscópica.

Leia também:

Anúncio google

Nenhum comentário disponível sobre este assunto