Pernas inchadas: conheça as causas, sintomas e formas de prevenção

Daniel Navas

Entre as causas do inchaço nas pernas estão a inflamação e a má circulação

O uso de meias elásticas e repouso são alguns dos tratamentos indicados para as pernas inchadas. © iStockphoto.com/AntonioGuillem


Basta chegar o fim do dia, depois de muito trabalho, que a sensação de pernas inchadas acaba por se estabelecer. Na verdade, não é apenas uma impressão: os membros inferiores podem realmente apresentar edemas. Portanto, é preciso entender de que maneira as pernas inchadas aparecem.

Geralmente na gravidez, por conta do aumento de líquidos e sangues no corpo, os edemas surgem. Além disso, ao permanecer por horas a fio em pé ou sentada em uma cadeira, as chances de as pernas incharem também são grandes. 

“Na verdade, o inchaço das pernas tem várias causas, podendo estar relacionadas desde a condições clinicas específicas (como alterações hepáticas, cardíacas, renais, etc) até o uso de determinadas medicações”, esclarece Akash Kuzhiparambil Prakasan, cirurgião vascular do Hospital Villa-Lobos, da Rede D’Or São Luiz, em São Paulo.

O Dr. Prakasan acrescenta ainda que o real motivo do inchaço pode ser uma somatória de diversos fatores, que são melhor identificados e avaliados em uma adequada consulta médica

Causas principais das pernas inchadas

Porém, normalmente, as pernas inchadas aparecem por conta de dois fatores: 

  • má circulação;
  • ou alguma inflamação.

No primeiro caso, o edema surge por conta das varizes – veias dilatadas ou distorcidas que se tornam visíveis. Mas também pode ter outras causas, como uma trombose venosa profunda, o que requer sempre uma atenção aos sinais e sintomas nas pernas.

“Já as pernas inchadas por conta de uma inflamação, podem ser decorrente de infecção de pele (erisipela), em casos graves de insuficiência venosa crônica e manifestação de patologia reumatológica, entre outros”, comenta Hilton Waksman, cirurgião vascular do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

Quais são os sintomas das pernas inchadas?

Para as pernas inchadas causadas pela má circulação, além das varizes, outros sinais são:

  • a pele seca, fria ou com escamas;
  • coceira nas pernas;
  • manchas vermelhas;
  • pés e tornozelos inchados;
  • sensação de dormência, entre outros.

No caso das pernas inchadas oriundas de inflamação, o local fica muito dolorido, quente e com manchas vermelhas. Quase sempre acompanhado de febre. “A piora do quadro se dá com pernas pendentes e melhora ao deitar-se com as pernas elevadas”, ensina Waksman.

E o diagnóstico das pernas inchadas, geralmente, é feito de forma clínica (anamnese), sendo fundamental um exame físico adequado na condução do tratamento. “Os exames subsidiários, como ultrassonografia, por exemplo, nos edemas causados por insuficiência venosa, corroboram confirmando ou afastando a suspeita do médico”, afirma o Dr. Prakasan.

É hora de tratar das pernas

O tratamento das pernas inchadas depende fundamentalmente da causa que levou ao edema. Por exemplo, nos casos em que as varizes são a causa desse inchaço, o tratamento pode ser com uso de meias elásticas, medicamento e até cirurgia. J

á nos casos de inflamação, o tratamento é baseado no uso de antibióticos adequados, mas também é recomendado utilizar as meias elásticas. E fica o alerta: mesmo com o tratamento adequado, as pernas inchadas podem voltar.

“Por exemplo, é comum a percepção recorrente do inchaço das pernas em épocas de calor, como no verão, melhorando nas épocas de temperaturas mais amenas. As mulheres queixam-se de piora desse inchaço nos períodos menstruais, também”, aponta o cirurgião vascular.

Previna-se!

A prevenção da maioria das condições relacionadas ao aparecimento das pernas inchadas passa por hábitos de vida saudáveis, com a prática de exercícios físicos e alimentação adequada, evitando a obesidade ou o sobrepeso.

Além disso, evitar que as pernas fiquem na mesma posição por longos períodos também é uma grande ajuda. Mas lembre-se que é indispensável uma avaliação médica para um preciso diagnóstico e indicação das medidas terapêuticas necessárias.
 

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