Veja 5 dicas para acertar ao apresentar o namorado aos filhos

Ana Paula Cardoso

Novos relacionamentos devem ser introduzidos de forma natural na vida das crianças. Aprenda como evitar erros neste processo tão delicado

Apresentar os filhos ao namorado deve ser um processo natural. © iStockphoto.com/monkeybusinessimages


O tempo atual é de formação de novas famílias. Os filhos do relacionamento anterior convivendo com os novos parceiros de pais e mães já é algo natural em nossa sociedade. Mas ainda assim, o medo de confundir a cabeça dos filhos paira no ar e nunca se sabe bem o momento certo de apresentar o(a) novo(a) namorado(a) aos filhos.

"O dilema de mães e pais da atualidade deve seguir regras simples de afeto e diálogo. Como toda a novidade - desde mudança de escola até o falecimento de um bichinho de estimação - explicar  o que está acontecendo é a melhor saída", defende a psicóloga e especialista em terapia familiar, Helena Monteiro.

Mas não é preciso fazer uma defesa de tese, alerta a psicóloga. Adaptar a linguagem à realidade infantil é a melhor saída para os filhos entenderem a presença e alguém novo na vida dos pais.

"E esta 'linguagem' inclui as vivências e experiências. O melhor é fazer a criança conviver um pouco com o novo namorado, antes de dizer que ele é mais que um amigo", orienta Helena.

As 5 dicas de ouro para apresentar o namorado aos filhos

A psicóloga explica ainda que refazer a vida amorosa é legítimo, então, cabe ao casal estruturar a vida a dois de modo a que as experiências da criança não sejam traumáticas, desconfortáveis ou inusitadas. "O novo companheiro ou companheira da mãe ou do pai deve somar na harmonia e não desagregar", reforça Helena.

Então, vamos às dicas preciosas da especialistas e de casais que já passaram por isso, para fazer da apresentação do namorado aos filhos algo simples e sem traumas.

1) Primeiro encontro em local público e  em atividade prazerosa

Começar contato em locais públicos vai dar o distanciamento ideal para que o novo amor vá entrando aos poucos na vida da pessoa. "Quando o namorado começa já a frequentar a casa, dormir com a mãe trancado no quarto, a criança logo entende a importância desse novo alguém na vida dos pais", diz Helena. E sem ainda conhecer essa nova pessoa, a cabecinha dela fica confusa. Façam vários programas juntos antes de o novo amor frequentar a intimidade da casa.

2) Não trocar carícias na frente das crianças

Assim como frequentar a casa, a troca de carícias deixa explícito que há sentimento entre o casal. E a criança teme perder seu espaço de amor com o pai ou a mãe. Deixe as carícias para quando estiverem sozinhos e aproveitem o tempo com as crianças para fazer os filhos conhecerem melhor o novo parceiro ou parceira.

3) Dar segurança à criança

À luz da psicologia, é natural a criança sentir medo de perder o espaço na vida da mãe ou do pai. Isso acontece mesmo com casais que vivem juntos com os filhos. "Essa 'disputa' por espaço faz parte do desenvolvimento da criança, então, os pais não devem entender isso como birra ou ciúme específico do novo parceiro amoroso. E sim devem lidar como fariam com qualquer tipo de ciúme da criança", explica Helena.

4) Cuidado com as mudanças de regra abruptas

Uma tendência forte é mudar o comportamento para agradar o novo parceiro. Isso, segundo especialistas, é uma das piores atitudes e que podem botar a adaptação ao novo amor dos pais a perder. "Costumo dizer que há espaço para todo mundo, desde que respeitadas as regras. Não mude a rotina de seu filho somente para agradar ao novo namorado ou nova namorada", diz a especialista.  

5) Conte às crianças quem ele(a) é

Depois de algum tempo de convivência, hora de contar aos filhos que existe um(a) namorado(a). Provavelmente os pequenos encherão os pais de perguntas - do tipo "você vai se casar com ele(a)?" ou "ela vai ser minha madrasta?". Nessas horas é preciso apenas dizer que ninguém sabe do futuro e explicar que ninguém substitui pai ou mãe na vida das crianças. Mas que todo mundo tem direito de tentar ser feliz no amor de novo. "Acredite, as crianças entendem", afirma Helena Monteiro.
 

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